Alessandra tinha acabado de desligar o telefone com Suzana Sampaio. A adrenalina do seu contra-ataque – vazar a história real do hospital – ainda corria em suas veias, uma mistura tóxica de fúria e satisfação. Ela andava de um lado para o outro em seu quarto-escritório, uma leoa enjaulada que acabara de descobrir como morder através das grades. A porta se abriu. Era seu pai. Cesar Mendonça não parecia mais o homem enfurecido que a confrontara mais cedo. A raiva havia se solidificado em algo mais frio, mais pesado. Ele parecia um general calculando o custo da guerra. — Alguma notícia? — Perguntou ela imediatamente. — O Gabriel ligou? — Borges acabou de me reportar — disse Cesar, a voz baixa e controlada. — O andar está selado. Nossos homens estão nas escadas, nos elevadores e na por

