— Eu vou atrás daquela vaca. A promessa de Alessandra pairou no ar, fria e letal. Lúcia, que ainda estava parada na porta da sala, benzeu-se, o rosto pálido de pavor. — Patroinha, não fale uma coisa dessas... — O que está acontecendo aqui? Com quem você está falando? A voz de Helena veio da entrada da sala de estar. Ela devia estar descendo as escadas quando ouviu a fúria na voz da filha. Ela entrou, o olhar preocupado indo de Lúcia para a televisão, onde a imagem sorridente de Vitória Fontana ainda estava congelada, e finalmente para o rosto da filha, que era uma máscara de ódio. — Alessandra? Querida, o que foi? — Ela tentou matar o Mateo, mãe. Hoje — disse Alessandra, a voz um sussurro de pura fúria. — E agora ela está na televisão, posando de vítima. Helena levou a mão

