Não houve mais palavras. A fúria de Jean, contida por tanto tempo sob uma camada de luto e apatia, finalmente explodiu. Ele avançou no exato instante em que Vitória tentava se desviar, a lâmina da faca traçando um arco prateado no ar. Ela não foi rápida o suficiente. A ponta da faca rasgou a pele de seu rosto em um golpe vertical, do alto da maçã do rosto esquerda até a linha do maxilar. Uma dor aguda e lancinante a cegou por um segundo, seguida pelo calor do sangue que escorreu por seu pescoço. O grito dela foi um som agudo de dor e pânico. Ele a agarrou pelos cabelos, pronto para o próximo golpe. Mas o instinto de sobrevivência de Vitória era uma fera. Ela se debateu, chutando, arranhando, uma gata selvagem encurralada. Seus pés escorregaram no próprio sangue que começava a manchar o

