O champanhe desceu pela garganta de Vitória, frio e borbulhante, o sabor da liberdade. Ela se recostou no banco de couro macio do carro, observando as luzes da cidade passarem, um mundo ao qual ela havia retornado. — Foi feito como você pediu — disse Olívia. — Nem a mídia sabe que você foi solta. Não me pergunte por quanto tempo, mas se você ficar quietinha, talvez leve uns dias para São Pietro inteira saber. — Bom saber — falou Vitória, a voz um ronronar satisfeito. — Agora me atualize, vovó. O que eu perdi nesse buraco? Olívia tomou um gole da sua própria taça, a expressão impassível. — Pouca coisa mudou. A Fontana Logística continua a prosperar. Negócios, como sempre. Havia uma ponta de desprezo em sua voz quando continuou. — Seu pai... continua focado na Fontana Auto Group.

