— Agora, vovó? — Vitória e encarou, surpresa, deixando a taça de champanhe de lado. — Quando eu disse “o mais rápido possível”, eu estava pensando em amanhã ou depois de amanhã. Eu acabei de sair da cadeia, só queria descansar um pouco na minha cama... — Eu já estava indo vê-lo, Vitória — cortou Olívia, de forma dura, uma avó que cumpria seu papel quando a neta reclamava demais. — Não vou mudar meus planos por causa de você, depois de tudo que eu já fiz. Vamos juntas e vamos ver de uma vez o que o italiano quer. — Está bem, vovó. Desculpa. O carro avançou em silêncio depois disso, até parar em frente ao Edifício Paradise. Para Vitória, voltar àquele prédio, o palco do assassinato de Jean, seu marido... era uma sensação surreal. Teve que controlar a boca para não perguntar o que fazia

