Gabriel encarou o seu irmão, um sorriso cético se formando em seus lábios. — "Claro que não"? — Ele repetiu, cruzando os braços. — Você está com a mesma cara que fazia quando a mamãe te pegava comendo doce antes do jantar. Desembucha. O que a garota fez? Mateo suspirou, derrotado, e se jogou no sofá. A fachada de "está tudo bem" desmoronou, dando lugar a uma frustração genuína. — Eu só saí para explorar, sabe? Fui a um mercado gourmet chique ali nos Jardins, procurar uns ingredientes diferentes — ele começou, gesticulando. — E tinha uma mulher lá. Linda. Uma artista, sei lá. Cabelo cacheado, um sorriso... Enfim. Conversei, fiz umas piadas, encantador como sempre. Eu sou um gato. No fim, consegui o número dela. Achei que estava mandando bem. Já disse que sou um gato? — Estou quase d

