As horas que se seguiram passaram com um sabor agridoce de dor e alívio. Eles haviam se movido para a sala de espera da UTI, um espaço mais reservado e austero. A euforia do alívio havia dado lugar a uma nova e pesada ansiedade. Gabriel andava de um lado para o outro, uma fera enjaulada, enquanto Alessandra e os pais dela esperavam em um silêncio tenso. Finalmente, a porta se abriu. Era o Dr. Holanda, o rosto marcado pela exaustão de horas na sala de cirurgia. — Ele está estável, por enquanto — disse o médico, a voz baixa. — Conseguimos controlar a hemorragia de forma total. Mas, Biel... a situação é extremamente crítica. Ele está em coma induzido, e as próximas horas são decisivas. Gabriel assentiu, a garganta seca demais para falar. — Normalmente, não permitimos visitas na UTI

