Capítulo 151

399 Words

O apartamento estava escuro e silencioso quando Gabriel entrou, o que apenas amplificava o vazio que sentia por dentro. Ele jogou as chaves sobre o balcão da cozinha, o som do metal batendo na pedra ecoando pelo espaço. O dia no hospital fora exaustivo, e a sessão de terapia, devastadora. Ele se sentia esfolado, a pele da alma arrancada, deixando para trás apenas a culpa e a dor crua. Ele afrouxou o nó da gravata, sentindo-se sufocado. Caminhou até a janela e olhou para as luzes de São Pietro, uma galáxia de vidas anônimas que continuavam, indiferentes à sua pequena tragédia pessoal. A solidão era uma presença física. A ausência de Alessandra, uma dor que não diminuía. Foi então que a campainha tocou. O som, agudo e insistente, o fez sobressaltar. Ele não esperava ninguém. Por um momen

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