A única luz no quarto vinha de um abajur, criando um brilho suave que dançava sobre a pele nua deles. Deitada de lado, aninhada no peito de Gabriel, Alessandra sentia o ritmo calmo do coração dele sob sua bochecha. Era o único ritmo que importava. — É como bater a cabeça contra uma parede de titânio — ela desabafou, a voz baixa e frustrada. — A verdade está toda lá, naquele laptop, mas a Débora o trancou de um jeito que... parece que não vamos chegar a lugar nenhum. Estamos tão perto, e ao mesmo tempo, tão longe. É enlouquecedor. Ela continuou a falar sobre criptografia e senhas, mas no meio de uma frase, sentiu o corpo de Gabriel vibrar com um som baixo e pensativo. — Hum... — O que foi? — Ela perguntou, erguendo a cabeça para olhá-lo. Ele a encarou, os olhos cor de mel cheios d

