Uma hora depois, o apartamento de Gabriel era um posto de observação silencioso. Os três estavam parados perto da janela da sala, as luzes apagadas para que não fossem vistos, observando a rua escura lá embaixo. A atmosfera era de pura antecipação, cada farol que passava, um potencial inimigo. — Aquele ali — sussurrou Gabriel, apontando com o queixo para um sedã comum, estacionado do outro lado da rua, em um ponto cego entre dois postes de luz. As janelas eram escuras, mas era possível ver a silhueta de uma pessoa no banco do motorista. — Chegou há uns quarenta minutos. Não se moveu desde então. Era o vigia de Vitória. A ameaça era real. Pontualmente, eles ouviram. Um som pesado, um motor a diesel roncando, seguido pelo bip-bip agudo e irritante de um veículo em marcha à ré. Um cam

