Capítulo 259

422 Words

Cícero acordou com uma dor latejante na nuca e o cheiro de óleo e poeira em suas narinas. Ele estava sentado, as mãos amarradas firmemente às costas de uma cadeira de metal. A única luz no vasto e escuro galpão vinha de uma única lâmpada crua, pendurada no teto, que iluminava um pequeno círculo no chão de concreto. E, dentro desse círculo, sentado em uma poltrona de couro que parecia ter sido trazida ali para a ocasião, estava um homem. Era Cesar Mendonça. — Boa noite, Cícero — a voz de Cesar era calma, quase conversada, um tom que não combinava em nada com o terror da situação. — Desculpe a falta de hospitalidade. Mas precisávamos conversar. O sangue de Cícero gelou. Ele tentou falar, a boca seca, mas as palavras não saíam. — Eu tenho uma curiosidade — continuou Cesar, como se

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