Naquela noite, chamei Vitória ao meu escritório particular em meu apartamento. Era um cômodo que poucos conheciam, revestido de jacarandá, onde eu guardava os verdadeiros tesouros e segredos da minha vida. Ela entrou em silêncio, os olhos curiosos percorrendo as prateleiras de livros antigos e os artefatos de minhas viagens. A menina de oito anos, que semanas antes chorava sob os golpes de cinto da mãe por causa de um pote de biscoitos e******o, agora se movia com uma nova e silenciosa confiança. — Você se lembra do homem fraco que me desrespeitou, Vitória? — Perguntei, sentado em minha poltrona de couro. — O Sr. Oliveira — ela respondeu, a voz clara. — Exato. Ele não existe mais no mundo dos negócios. Ele virou pó. E tudo o que era dele, agora me pertence. Abri uma pequena caixa

