O trajeto até a sede da Boreal não se parecia em nada com o caminho diário que Alessandra costumava fazer. Dentro do casulo silencioso do sedã blindado, flanqueada por dois seguranças de terno escuro, a cidade de São Pietro passava pela janela como um filme mudo. Um segundo carro, idêntico, os seguia de perto. Era o exército do seu pai em ação, uma demonstração de força que a fazia se sentir ao mesmo tempo segura e prisioneira. Quando o comboio parou em frente ao arranha-céu espelhado que abrigava a Boreal, a operação foi rápida e precisa. Seguranças saíram primeiro, criando um perímetro. Apenas quando o caminho estava livre, a porta dela foi aberta. A entrada em seu próprio império foi surreal. Funcionários paravam nos corredores para observá-la passar, os rostos uma mistura de surp

