Capítulo 237: Protocolo quebrado

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O interior da ambulância era um inferno de bipes e movimento. A sirene, um grito contínuo, rasgava a noite de São Pietro, mas para Gabriel, o mundo havia se reduzido àquele espaço claustrofóbico. Espremido em um canto, ele era um prisioneiro, forçado a assistir à batalha pela vida do seu irmão. Suas mãos, as mãos de um cirurgião, coçavam para agir, para entubar, para checar os acessos. Sua mente médica analisava cada número no monitor, cada procedimento da equipe do SAMU, cada gota de medicação que entrava na veia de Mateo. Ele tinha que morder a própria língua para não dar ordens, para não gritar que o gotejamento estava rápido demais, ou lento demais. Era uma tortura. Ali, ele não era o Dr. Cruz. Era apenas o irmão. E era impotente. A ambulância freou bruscamente na entrada de emer

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