Eu tinha cozinhado depois de meses sem chegar perto do fogão. Muitos devem gostar da ideia de não cozinhar, não sujar as próprias mãos, mas eu gosto de acreditar que é sujando as mãos que se criam coisas incríveis. Como um pintor suja as mãos de tinta e cria pinturas que ficarão marcadas no tempo e na história. E como hoje, se assim ser, inicia a história de Anthony como pai, então eu não me importei de sujar um pouco as mãos. Fiz costela de porco ao molho, com vagens salteadas e purê amanteigado. Para sobremesa, fiz brigadeiro, pois eu adoro esse prato brasileiro. E quando eu terminei, quando subi para o quarto afim de tomar um banho, encontrei Anthony andando de um lado para o outro. — Está nervoso — não era uma pergunta, mas ele me respondeu. — Sim, um pouco, eu nunca fiz algo assi

