capítulo 4

943 Words
PESADELO Te considero pra c*****o, Miguel, e meu sub e meu primo, mas não pedi a p***a da sua opinião. Se eu precisar de algum conselho sobre a minha vida, pode ter certeza de que eu pedirei. Fora isso, peço que não se intrometa na minha vida, pois não te dei essa i********e c*****o. Agora vaza da minha sala e vá cobrar aqueles noiados que estão devendo as p***a das drogas. Ele me olha antes de sair, mas não diz nada. Ele nem é louco de falar p***a nenhuma, não sou capaz de perdoar nem ele que e meu primo de ficar apertando a minha mente. Peguei meu cigarro e me levantei. Enquanto fumava, comecei a refletir sobre o que Miguel disse, e percebi que, embora eu relutasse em admitir, ele tinha razão: ela realmente era uma princesa, toda delicada, filha de um pastor. Ela era a minha princesa, enquanto eu era apenas um garoto ingênuo, sem consciência de que o caminho do tráfico me aguardava. Naquele tempo, eu teria até fugido com ela se soubesse que aquele comédia do pai dela, queria nos separar. Eu estava disposto a tudo por ela; mesmo sendo apenas um garoto de 14 anos, amava-a a ponto de cometer loucuras. Mas, ao olhar para o presente, eu me tornei o dono do morro do Vidigal. Sou agora uma versão do meu pai, incapaz de demonstrar compaixão e que tortura com prazer. Se ela ainda mantiver uma vida religiosa, certamente não aceitariam um traficante como eu. Por mais que eu a amasse, não abandonaria o mundo que escolhi para mim. Segurei o cordão que estava em meu pescoço, com a letra C de Cristina, e percebi que era o momento de retirá-lo. Se ela não voltou e seguiu com a vida dela, por que eu deveria continuar aguardando uma mulher que talvez não se lembre do que vivemos? Peguei o cordão, coloquei-o na gaveta e a fechei. Apaguei meu cigarro e estava prestes a sair da boca quando uma das mina, que é amiga das mandadas das minhas irmãs, chegou na minha sala. Pesadelo: o que faz aqui Amara? Errou o caminho de casa? Amara: Eu gostaria de saber se as meninas vêm para o baile no final de semana, pesadelo. É te vi aí distraído também e achei que quisesse conversar. Pesadelo: que papo eu ia querer ter com você mina? Você já sabe que elas vêm, então agora vaza, garota. Amara: Queria entender por que está me tratando dessa forma. Não ficou satisfeita com nossa última noite? Acredito que merecia ser tratada com mais consideração. Estou sempre à sua disposição quando você me procura. Eu transo com a Amara de vez em quando quando quero me aliviar, mas a p***a da garota já está me tirando do sério. Aproximo-me dela e inalo o aroma de seu pescoço. Quando ela fecha os olhos, presumindo que eu a beijaria, agarro suavemente seu pescoço, sem exercer muita pressão, apenas para assustar ela. Pesadelo: vou te falar o que você merece. Você merece uma surra se continuar me enchendo a p***a da paciência e para de ficar arrumando confusão pelo morro. Já estou ligado que anda por aí dizendo que é minha fiel. Vou passar a visão: se eu souber que você repetiu essa palavra, vou mostrar para você por que me chamam pelo vulgo Pesadelo. Estamos entendidos, Amara? Retiro minha mão do seu pescoço e ela me olha assustada. Amara: Entendi, pesadelo, mas achei que tínhamos algo além de apenas sexo. Pesadelo: você não precisa achar p***a nenhuma e, na boa, eu nunca colocaria uma p**a como você como fiel do meu morro. Ou você acha que não sei que você abre as pernas para os meus vapores? Amara: Isso é uma mentira. Quem te disse isso quer te colocar contra mim. Você não pode acreditar nessa história. Eu gosto de você e jamais ficaria com seus vapores. Pesadelo: Chega, c*****o! Não quero explicação e nem me importo se você abre as pernas para outro ou não; sua vida não me interessa. Agora, vaza da minha sala e já está avisada: não sou homem de avisar mais por consideração às minhas irmãs, estou te dando uma chance; na próxima, não terei piedade e você vai direto para a vala. UMA SEMANA DEPOIS Uma semana se passou e os dias parecem se arrastar. Estava aproveitando um pouco a brisa da paz, deitado no sofá da minha sala. Amanhã chega a nova professora para os guris, e não estou nem um pouco interessado em conhecer ela. Saio dos meus pensamentos quando duas mandadas entram pela porta e se jogam em cima de mim. Pesadelo: ficaram loucas, c*****o, querem me matar, p***a. Eu falo e empurro as duas que quase me matam sufocado. Jamily: sempre de mau humor, e assim que recebe suas irmãs Heitor. Helena: Ele não ficou feliz em nos ver, Mily, ele queria a casa só para ele. Pesadelo: Minha paz foi embora, era tudo o que me faltava. Por que não avisaram que estavam chegando pestes? Helena: nosso pai nos deixou usar o carro dele, então não havia necessidade de te avisar. Caralho vou ficar louco com essas pestes falando no meu ouvido. Logo eu, que aprecio minha paz! As duas são praticamente parecidas, e só conhecendo-as bem para saber quem é quem. Por isso o Miguel fica tão louco com elas. Pesadelo: estou subindo para o meu quarto sem paciência para vocês duas, que são umas pestes. Helena: Querido, maninho! Se eu fosse você, se acostumaria, pois viemos para ficar. Pesadelo: tá de caô, né? Jamily: segundo você, Heitor, nós viemos tocar terror no Morro do Vidigal.
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