Capítulo 8.

403 Words
Capítulo 8 ~ Acorde, querida! ~ --EU SEI QUE você não está dormindo, moça. Pode ir apagar a luz. Você deitou por último -- eu disse. Nenhuma resposta. Tudo continuava em silêncio. Karen não gostava de apagar a luz antes de dormir. Isso não era novidade, pois ela fazia a mesma coisa desde a adolescência, quando íamos para a casa uma da outra para estudar juntas, e já aproveitávamos para assistir um filme antes de dormir. Ela sempre deitava primeiro e dizia que eu deveria apagar a luz depois que ela já houvesse dormido. --Você não vai me vencer, Karen. Eu não vou apagar a luz. Pode levantar e apagar. Karen continuava com os olhos fechados, deitada de lado, com seu pijama azul bebê. Quando percebi que ela realmente estava dormindo, levantei para apagar a luz, desligando primeiro a TV. Andando em direção ao interruptor para desligar a luz, ouvi um "não" repentino vindo da voz de Karen. Olhei diretamente para ela, mas percebi que ainda estava dormindo. Parei um pouco, dei um passo a frente, indo em direção à porta e olhei para todos os lados: não havia ninguém. Dei um passo para trás, a fim de fechar a porta e novamente ouvi em baixo tom a palavra "não" vinda da voz de Karen. Dessa vez, ficou claro que era realmente ela quem falava, pois a voz estava no quarto. Fechei a porta e fui para perto de Karen. Dessa vez ela disse bem baixinho: "não, pare! Deixe ela!" Com isso, percebi que ela estava sonhando ou tendo algum tipo crise de sonambulismo. Não sei se ela era sonâmbula, mas ela morava longe a meses. Vai saber se desenvolveu algum problema por lá, né? Ajoelhei-me perante minha amiga e comecei a alisar os cabelos lindos e grandes dela. Aos poucos, fui chamando bem baixinho perto do ouvido dela: --Karen --sussurrei. Ela parou de falar, mas ainda não estava acordada, então continuei o processo de alisar os cabelos dela e falar bem baixinho perto de seu ouvido: --Ei, Karen. Acorde, meu bem --dei umas batidinhas de leve em seus ombros e segui a chamando. Depois de alguns segundos, ela acordou. --Ei --eu disse--, você está bem? --Sim --respondeu ela, meio ofegante--, estou. Tive um pesadelo. Mas... Estou bem, agora. Obrigada por estar aqui. --Minha linda... Sempre vou estar aqui para você. Após isso, dei um abraço nela e disse que tudo estava bem.
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