Capítulo 7.

403 Words
Capítulo 7 ~ O Encontro ~ DOIS DIAS DEPOIS, minha mãe me ligou às sete e meia da manhã, dizendo que Karen ligou para ela e avisou que estava quase a caminho de minha casa. Ela não queria me ligar porque supôs que, no horário em que saíra, eu estaria dormindo. E durante a vinda para minha casa, ela não me ligaria por estar dirigindo. Minha mãe, duas horas depois disso, havia me ligado achando que eu estava dormindo, mas não foi o caso. Pelo menos, não desta vez. --Que bom. Achei que ainda estava em profundo sono --disse ela, com um risinho-- Mas como não está, aproveite para deixar café pronto para você e Karen, quando ela chegar. --Eu já fiz, mãe --respondi. --Uau! --disse ela, num tom de real surpresa-- Você dormiu? --Hum... Um pouco. --Imagino. Está em ansiedade, não é? --Um pouco. --Filha, você está bem? --Sim, mãe. Estou. --Ok. Divirta-se com sua amiga. Aproveite seus últimos dias de férias, tá bom? --Sim. Obrigada, mãe. E a chamada foi finalizada. * KAREN CHEGOU ÀS oito e vinte, com uma mala de rodinhas e uma mochila, aparentemente cheia. Sua aparência continuava linda, como sempre. Aqueles olhos castanhos como mel, cabelos longos pretos, rosto bem desenhado e macio na pele branca delicada, altura de 1,63. Atendi com o maior prazer a minha amiga, que estava muito bem vestida em uma calça jeans azul e uma camisa branca com detalhes vermelhos. --Karen! Ela me deu um abraço apertado e demorado. Eu quase chorei. Por emoção e por estar nos braços de alguém em quem eu confiava. Karen era uma amiga tão presente em minha vida! Mesmo morando longe de mim após a faculdade, ela fazia questão de me ligar semanalmente, e até mesmo mandar cartas para mim, quando ficou sem celular e redes sociais. Se uma pessoa faz isso por outra, ela realmente a ama. Quem faria isso em plena era da tecnologia, onde as pessoas nem sabem mais o que são cartas e conversas pessoalmente em prosas? Eu tinha com quem contar, com quem desabafar. Eu tinha uma pessoa em que podia mostrar meu lado humano, falho, que sente medo, que erra, e nem por isso, fazia-me sentir como um lixo. --Que bom estar com você, Ana! Eu estava com tanta saudade! --Eu também! --respondi, com os olhos úmidos e brilhantes. Continuamos ali por um bom tempo, abraçando-nos, com lágrimas nos olhos.
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