Me chamo Aline, e o meu gosto sempre foi polêmico. Enquanto minhas amigas curtem os nëgões tipo nós, eu sempre me derreti por um branquelø. Não qualquer um, claro. Tem que ser aquele branco de pele bem clara, que fica todo vermelho no sol, de preferência com olhos claros, e o principal, que tenha uma picä rosa. Esse contraste me tira do sério. No Tinder, meu bio até brincava: “Morena procura seu oposto polar (de preferência, rosado)”. Foi assim que o Alencar me achou. A foto dele era bem isso, cabelo castanho claro, olhos verdes, pele branca que parecia de porcelana. Na conversa, ele era tímido, inteligente. Combinamos de nos encontrar, e ele sugeriu: “Te pego de carro e a gente vê no que dá?”. Aceitei na hora. Quando ele parou na frente do meu prédio num carro simples e limpo, minha boca

