Me chamo Gisele.Tudo começou num domingo. Um daqueles domingos intermináveis, quentes. Minha filha, a Carla, viajou a trabalho. Deixou o marido, o Ivo, encarregado de “dar uma olhada na mamãe”. Como se eu, aos quarenta e oito, precisasse de babá. Mas admito: não me incomodei com a desculpa. O Ivo sempre me fez sentir… observada. Não de um jeito nojento, mas com uma intensidade que acendia algo adormecido em mim. Trinta e poucos anos, aquele corpo de quem não falha uma semana de academia, e uns olhos castanhos que pareciam ler meus pensamentos mais proibidøs. Ele era educado, respeitador, mas havia um calor na maneira como ele me entregava um copo d’água, como sua mão, às vezes, repousava na minha cadeira por um segundo a mais do que o necessário. Naquele domingo, ele veio pra “ajudar a o

