O escritório da advocacia onde eu trabalho como estagiária nunca foi um lugar lá muito excitante, até o dia em que o Dr. Ricardo decidiu que precisávamos de uma "reunião estratégica" após o expediente. Sou a Marina, e se tem uma coisa que eu sei fazer bem, é ler as pessoas. E o Ricardo? Ele era um livro aberto escrito em letras garrafais de puro tësão. Ele é o tipo de homem que faz o ar do ambiente ficar mais denso. Grande, com quase um metro e noventa, um peitoral que parece que vai estourar os botões da camisa social sob medida e aquelas mãos imensas, de dedos grossos, que ficava imaginando em volta da minha cintura. Ele tem aquela postura de quem manda, uma voz grave que vibra no chão e um olhar que parece que está te despindo enquanto discute uma petição qualquer. Eu, pequena e com ca

