Me chamo, Marcelo. Sempre fui o irmão solteiro, o desapegado. Meu irmão, o Carlos, é o certinho: casado, casa própria, vida organizada. Com a Clarissa. E a Clarissa… a Clarissa era uma gostosa, loira, olhos verdes, um corpo de fazer qualquer um, inclusive o irmão mais novo, perder o juízo. A gente sempre flertou por debaixo dos panos, olhares que duravam um pouco mais, toques “acidentais”. Mas a linha nunca tinha sido cruzada. Até aquela noite de domingo. O Carlos tinha viajado a trabalho. Era um daqueles fins de semana quietos, eu no meu apartamento, só de shorts, vendo um filme qualquer. Aí, a campainha tocou. Era a Clarissa, do outro lado da porta, de roupão, com uma tigela na mão. — Marcelo, desculpa te incomodar… é que eu tô fazendo um bolo e descobri que não tenho mais açúcar. O me

