Sou doutor. A Letícia trabalhava pra gente há cinco meses. Cinco meses de tortura. Ela vinha duas vezes por semana, e eu tinha a mania de trabalhar em casa às quartas. Minha esposa, a Camila, ia pro escritório nesse dia. Era só eu e a Letícia na casa silenciosa. Ela tinha uns 23 anos, morena, com um corpo que devia ser crime. Usava um uniforme simples, shorts jeans justos e uma camiseta branca que, quando ela se esticava pra limpar um armário alto, subia e mostrava um pedaço de pele cor de mel. Era discreta, falava baixo, mas tinha um olhar que nunca abaixava. Ela me encarava de um jeito que não era normal. Naquela quarta-feira, o calor estava insuportável. Ela limpava o escritório onde eu trabalhava. Tentava focar no relatório, mas o cheiro do seu perfume estava me deixando louco. Ela p

