Tudo aconteceu numa tarde de tédio mortäl. Meu pai tinha ido resolver um problema no carro na oficina do bairro. “O Iago vai passar aqui pra pegar uma chave que emprestei, pode dar pra ele”, ele falou, saindo apressado. O coração acelerou na hora. O plano se formou instantâneo na minha cabeça. Vesti um vestido de algodão, daqueles que parecem inocentes, mas que sem sutiã ou calcinha é uma arma. Quando a campainha tocou, respirei fundo. Abri a porta, Iago estava lá, de jeans e camiseta brancä, a tatuagem no braço à mostra. Ele sorriu, mas o sorriso congelou quando me viu. Os olhos escuros percorreram meu corpo num piscar de olhos, parando nos meus mämilos düros marcando o tecido do vestido. — Deusa. Tudo bem? Seu pai tá? — Não tá. Mas pode entrar, ele deixou a chave na mesa da sala. El

