Helena Martins era um terror, a mais rigorosa do departamento de Direito, com aqueles óculos de aro fino, os terninhos impecáveis que escondiam um corpo que, francamente, era assunto de conversa de todo o campus. E ela me odiava. Ou pelo menos, era o que eu pensava.
Naquela tarde, fui chamado à sala dela depois da última aula. O corredor estava vazio. Bati na porta de vidro fosco.
— Entre.
Ela estava atrás da mesa, revisando uma pilha de provas. Nem olhou para cima.
— Rafael, sua prova foi, para ser gentil, um desastre.
— Eu sei, professora. Tive uns problemas…
— Problemas não são minha responsabilidade — ela cortou, finalmente erguendo os olhos. O olhar era de gelo. — Sua falta de dedicação é ofensiva. Você é um aluno medíocre, que claramente acha que o charme e os músculos bastam para passar na minha matéria.
O “charme e músculos” me pegou de surpresa. Algo mudou no ar. O insulto não saiu com räiva pura. Saiu com… frustração. E o olhar dela, por um milésimo de segundo, desceu do meu rosto para o meu peito, antes de voltar, ainda mais furioso.
Foi aí que a coragem, ou a estupidez, veio. Em vez de baixar a cabeça, inclinei-me para frente na cadeira.
— Talvez eu só não esteja sendo testado nas coisas em que sou realmente bom, professora.
Ela congelou, a caneta na mão dela parou de girar. O silêncio na sala abafada era pesado.
— O que você quer dizer com isso? — a voz dela saiu mais baixa, um fio de curiosidade venenësa.
— Quero dizer — falei, devagar, me levantando e dando alguns passos até a frente da mesa dela — que talvez o problema não seja a minha capacidade de aprender. Talvez seja a sua capacidade de… me motivar.
Ela não recuou, ficou sentada, olhando para mim como se eu fosse um experimento interessante. Um sorriso minúsculo, perverso, tocou os lábios dela.
— E que tipo de motivação um aluno medíocre como você precisa?
Foi a deixa, cruzei a distância final, colocando minhas mãos na mesa, me inclinando sobre ela. Nosso rosto estava a centímetros.
— Uma motivação, gostosa.
Ela não piscou, em vez disso, seus olhos percorreram meu rosto, minha boca, meu pescoço. Então, com um movimento deliberado, ela tirou os óculos e os colocou sobre a prova.
— Tá bom. Vamos ver no que você é bom, então. Me mostra.
A ordem foi dada, meu coração batia como um tambor. Me afastei da mesa, olhando para ela, que se levantou, contornou a mesa com a graça de uma pantera, e parou na minha frente. A altura dos saltos altos a deixava quase no meu nível.
— Ajoelha — ela ordenou.
Eu obedeci, ela passou a mão pelo meu cabelo, quase maternal, antes de abrir o zíper da minha calça jeans. Suas mãos eram frias e firmes. Ela puxou meu paü para fora, já completamente düro e latejando.
— Medíocre? — sussurrou, sarcástica, envolvendo meu cacetë com a mão. — Nem tanto.
Ela se ajoelhou no chão a professora Helena Martins, de joelhos no chão da sala dela. A visão foi quase suficiente para me fazer gøzar ali mesmo. Ela não fez rodeios. Abriu a boca e me engoliu.
Soltei um gëmido que não pude conter. A boca dela era uma coisa milagrosa, quente, úmida, e incrivelmente hábil. Ela usava a língua de um jeito que me fez entender por que ela era tão boa com as palavras. Sügava, lämbia a cabeça, descia até a base e voltava, os olhos fechados em concentração, como se estivesse decifrando um texto complexo. Sua mão trabalhava nas minhas bolas, e a outra se agarrava à minha coxa.
— Professora… pørra… — gëmi, minhas mãos se enterrando nos cabelos presos dela, desfazendo o coque.
Ela acelerou, senti o meu orgäsmo se aproximando, rápido e incontrolável.
— Para… para, ou eu vou… — supliquei.
Ela parou, deixando meu paü sair da boca dela com um som molhado. Seus lábios estavam brilhantes.
— Agora é a minha vez de avaliar sua técnica.
Ela se levantou, de costas para a mesa grande. Com um gesto, ela puxou a saia para cima. Por baixo, havia uma lingerie de renda vermelho, daquelas caríssimas. Se sentou na beirada da mesa, afastou a renda para o lado e se recostou nos braços.
— Vamos lá, aluno. Mostre que você é aplicado.
Engoli em seco e me aproximei. Coloquei as mãos sob suas coxas e puxei-a para a borda da mesa. E então, mergulhei.
O gosto dela era intenso, sofisticado como seu perfume. Limpa, salgada, com um fundo doce. Lambi com devoção, focado em dar o melhor de mim. Explorei cada dobra com a língua, enfiei dedos dentro dela sentindo sua umidade quente, e depois foquei no clitórïs, fazendo movimentos circulares rápidos e depois sucções fortes. A reação dela foi minha nota. Seus gëmidos, baixos e roucos, eram melodia. Suas mãos se agarravam aos meus cabelos, me puxando mais para perto.
— Isso… bom garoto… assim… você estuda bem essa matéria — ela ofegava, os quadris se movendo contra minha boca.
Continuei, sentindo o corpo dela ficar tenso, as pernas trëmendo ao redor da minha cabeça. Quando ela começou a gëmer mais alto, sem conseguir formar palavras, sabia que estava perto.
— Vai, professora. Gøza gostoso na minha língua — murmurei contra sua pele.
Ela estremeceu, um arquejo contido saindo de sua garganta, e seu corpo foi sacudido por um orgäsmo silencioso e poderoso. Senti pulsar na minha língua, e continuei até o último tremor passar.
Ela ficou ofegante, desarrumada, linda. Me puxou para um beijo selvagem, o gosto dela ainda na minha boca.
— Nota dez, garoto — respirou. — Mas a prova final ainda não acabou.
Ela desceu da mesa, me virou e me empurrou para sentar na sua cadeira de couro. E, subiu em mim, de frente, guiando meu paü para dentro da sua büceta.
O gëmido que saiu de nós dois foi de pura conquista. Ela era incrivelmente apertada. Começou a cavalgar, controlada no começo, ditando o ritmo, seus olhos grudados nos meus.
— Seu aluno levado. É nisso que você é bom? — perguntava, cada palavra sincronizada com uma descida poderosa.
— Sim… é nisso que sou bom, professora — gëmi, minhas mãos agarrando seus quadris, ajudando-a.
O ritmo dela perdeu o controle. Os gëmidos ficaram mais altos.
— Ahhh, CARALHØ. Eu vou… — ela gritou.
— Eu também… — murmurei.
Gozämos juntos, ela, contraindo-se em volta de mim com um tremor violentø. Explodi dentro dela, enterrando o rosto no seu pescoço. A sala ficou em silêncio, só com o som da nossa respiração ofegante.