Karl Santinelli Respiro, uma, duas, três, minha cabeça está prestes a explodir, mas me mantenho calado, pois se eu gritar vai ser pior, e não é o melhor jeito de que isso acabe de uma maneira boa. Kyara no auge de seus cinco anos faz a festa na casa, digo que nada mesmo para quieto ou no lugar, não tem um dia que essa menina não caia ou tenha um machucado, ou que mesmo não quebre algo dentro de casa. Estou tentando levar tudo na educação positiva, mas nenhuma mãe ou pai é de ferro, uma hora explode, só não posso explodir com minha filha, ela não faz para me ver irritada, ela ainda estar em formação, tenho que ajudar esse serzinho a crescer de forma saudável, não encher ela de traumas com meus gritos. — Filha, você pode me ajudar? — Ela para no meio da escada que já ia subindo. — Por que

