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A sua espera

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Blurb

Lia estava com tudo planejado. Se formaria em seis meses e se casaria em sete com Eduardo, seu namorado desde a adolescência.

Mas de uma hora para outra, Eduardo decidiu que não estava preparado para o casamento e termina tudo.

Lia mesmo sofrendo, segue com sua vida até que descobre que está grávida. Abandonada pelo noivo e morando de favor com uma amiga, ela se vê completamente perdida.

Ela apenas não contava com o inesperado retorno de Gabriel, irmão do seu ex-noivo que não vê a quatro anos, após uma briga que tiveram por causa de Eduardo.

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Lia E o início do fim começou com a seguinte frase: — O problema não é você, sou eu. Li essa frase em centenas de livros, em milhares de filmes, mas nunca imaginei que eu ouviria isso com quem me casaria em sete meses. Tudo pronto e organizado. O vestido comprado e parcelado em dez vezes no cartão, o buffet, o local da festa, a viagem de lua de mel. Tudo acabara com o anúncio da maldita frase. — Isso é uma de suas piadas que nunca consigo entender? — Eu não brincaria com um assunto tão sério Lia, e você me conhece o suficiente para saber disso. — Você está terminando comigo? — elevei um pouco a voz atraindo a atenção de quem estava no restaurante. — Controle-se Lia, estão todos olhando — pediu baixinho. — Você me trouxe para almoçar no mesmo restaurante em que me pediu em casamento para terminar comigo? — estava a um passo de perder o controle. — Controle-se. Minha família é conhecida em todo o território nacional, imagina a manchete o seu descontrole pode causar nos jornais. — É claro que estou descontrolada, você está terminando um relacionamento de sete anos... E por quê? — Eu não estou preparado para assumir algo tão sério. — Meu Deus! Você assumiu sozinho a empresa depois da morte dos seus pais. Como pode não estar preparado para um casamento? — Eu assumi porque não tinha outra opção. Gabriel era menor e depois que adquiriu maioridade simplesmente se mudou para o outro lado do planeta. Estou enfiado naquelas empresas a anos. Não pude nem mesmo curtir minha vida. — Isso é motivo para terminar com tudo? — Não é só isso... Olha — ele coçou a cabeça nervoso — nós estamos juntos há muito tempo, você foi minha primeira namorada, fizemos tudo juntos... Como vou ter certeza se estou tomando a decisão certa? Isso não está acontecendo de ver verdade, penso comigo mesma. — Você é muito especial para mim Lia. Não é porque não te amo mais. Eu só preciso descobrir quem eu sou. Eduardo continuou me olhando como se sua explicação fizesse algum sentido. — Por favor, diga algo... — Você tem vinte e seis anos... Se não sabe o quer agora, quando será então? Eduardo abriu a boca para falar, mas a fechou novamente. — Estamos com tudo pronto... Tudo pago... — Eu vou resolver isso. Eu só não quero que você me odeie pelo que estou fazendo. — Você me fez de i****a esse tempo todo e espera que eu aceite isso com um sorriso? — Eu sei que agora você não vai compreender, mas estou fazendo isso por você também. Um dia irá entender... Peguei minha bolsa e me levantei para sair. — Lia... — Quando eu sair por aquela porta, você será como uma sujeira que grudou em minha roupa e que após lavada foi como se nunca tivesse existido. E juro que não derramarei uma lágrima. — Lia... — Espero que encontre o que está procurando e ser tudo aquilo que imaginou sempre. Sair de cabeça erguida exigiu todas as minhas forças, mas consegui. Eduardo fizera sua escolha me excluindo da sua vida e mesmo com o coração dilacerado eu faria o mesmo. ♠ Ficou claro que não consegui ser forte o suficiente. Desabei assim que passei pela porta do apartamento. Não sabia o que era pior, ouvir o barulho dos meus soluços ou ouvir meu coração quebrar a cada batida. No final da tarde quando Ana chegou do estágio, eu já acabara com dois potes de sorvete de chocolate, três barras de chocolate e uma caixa de lenço. — Amiga, passei em uma loja e achei o vestido de madrinha perfeito... Jesus! O que aconteceu aqui? O que aconteceu com você? — perguntou quando viu o meu estado. Pela sua reação, eu deveria estar parecendo a Samara do filme "O chamado", naquela parte em que ela sai do poço. — Não haverá mais casamento... — funguei. — Lia, entendo seu nervosismo. Você tem cuidado praticamente sozinha de todos os detalhes do casamento e ainda tem o seu TCC. — Ele terminou tudo... Uma nova onda de choro chegou e comecei a chorar novamente. — Como assim, ele terminou tudo? O casamento? Se eu não estivesse presente no momento em que ele vomitou tudo em cima de mim também estaria me fazendo a mesma pergunta. — Preciso de mais um pote de sorvete. Acabei com nosso estoque — falei enquanto limpava meu nariz com o último lenço em minhas mãos. — Ok, vamos com calma... Até semana passada vocês estavam escolhendo o hotel em Veneza onde passariam a lua de mel, o que mudou em sete dias? — Eu também quero saber. O que mudou em uma semana? — Vocês brigaram? — Não. Estávamos bem, iríamos viajar nesse fim de semana para ver meus pais... — Não faz sentido. Eduardo é loucamente apaixonado por você. — Ele vinha agindo estranho nas últimas dias. Julguei que fosse devido a algum problema na empresa. — Talvez seja isso. Ele está cuidando sozinho da empresa desde que fez dezoito anos e Gabriel se mudou para o Japão. Ele deve estar apenas confuso e sobrecarregado... Joguei meu último lenço no pote de sorvete e olhei para ela. — Ele me levou para almoçar no mesmo restaurante em que me pediu em casamento. Disse que não tinha certeza se era isso mesmo que queria, que precisava de tempo para se encontrar. — Ele só teve um momento i****a. Daqui a pouco ele vai passar por aquela porta e falar que estava confuso e que o casamento vai acontecer. Vocês estão juntos desde o ensino médio, acha mesmo que um relacionamento como o de vocês vai terminar assim? Funguei mais uma vez e avaliei o que Ana acabara de falar. — Você acha mesmo? — Tenho certeza. Agora vamos limpar essa confusão e lavar esse rosto inchado. Você não quer que Eduardo te veja assim quando vier te pedir desculpas, quer? Balancei a cabeça negando. — E nada de doce pelas próximas semanas ou não vai conseguir entrar no vestido. ♠ Mas isso não aconteceu. Semanas se passaram e Eduardo não me procurou. Me isolei completamente, não consegui sair do quarto, ir à faculdade e muito menos cuidar do meu TCC. Não tinha cabeça para isso. Ana pediu licença no estágio por dois dias para ficar comigo. Perdi peso. Pelo menos uma coisa boa nisso tudo já que eu vivia brigando com a balança. Precisava me reerguer, mas como fazer isso quando tudo o que eu queria era ficar na cama? — Já chega Lia. Chega de ficar nesse quarto — disse Ana entrando no meu quarto em uma tarde após um mês me vendo deteriorar — te dei tempo para chorar e se entupir de chocolate. Eduardo não merece perdão pelo que fez, e você é mais forte do que isso. Vamos levantar da cama, dar um jeito nessa aparência de morta-viva e comer algo. — Não estou com vontade — falei puxando o edredom sobre minha cabeça. — Mas vai ter que tentar. Sou sua melhor amiga e te ver assim está me matando. Ana arrancou o edredom, me obrigando a sentar na cama. — Odeio você — choraminguei saindo da cama contra minha vontade. — Já ouvi coisa pior. Agora levanta essa b***a pálida da cama. Tomei um banho sob a vigília da minha amiga. Por acaso ela acreditava que eu iria me afogar no chuveiro? Depois me ajudou a escolher uma roupa, jeans desbotado e regata azul. Pretendia colocar tênis, mas Ana me empurrou uma sapatilha que nem lembrava mais que tinha. — Nada de comida japonesa, pelo amor de Deus. Não suporto — falei enquanto entrava no seu carro. — Ok, nada de “sushi”. Beto está esperando a gente naquele restaurante de comida mineira, seu preferido. — Que ótimo, além de me tirar de casa, ainda vou ter que segurar vela — bufei. — Você não vai segurar vela. Estamos preocupados com você. — Eu agradeço, mas não precisam me tratar como uma inútil. — Você não sai do quarto a não ser que seja para tomar banho, não está indo às aulas há um mês e não tem se alimentado direito... Estou p**a com o Eduardo por fugir e por deixar você sozinha para lidar com tudo isso. Descobri na primeira semana que Eduardo deixara a empresa aos cuidados dos seus advogados. Embarcou em um avião sem avisar o seu destino ou por quanto tempo ficaria fora. Beto já nos aguardava quando chegamos ao restaurante, um ambiente muito familiar e agradável. Ele se levantou assim que nos viu e ofereceu um sorriso reconfortante enquanto nós se aproximava. — Que bom que Ana conseguiu tirar você de casa — disse ao me cumprimentar. — Não tive muita opção — bufei ao me sentar. — Me adiantei e pedi o que você mais gosta enquanto esperava. Só então olhei para a mesa e vi uma pequena porção de pão de queijo e no mesmo momento virei a cabeça para o lado e vomitei meu café da manhã.      

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