Giulia narrando... Eu nunca pensei que um dia minha voz seria ouvida por tanta gente. Sempre fui discreta, o tipo de mulher que prefere resolver as dores no silêncio, engolindo o que o mundo não precisa ver. Mas, naquela noite, eu percebi que o silêncio podia ser cúmplice da injustiça. Que calar significava deixar que mentissem por mim. E eu já tinha sido desfigurada demais por mentiras. Foi o Renato quem me convenceu. Sentamos juntos no sofá, a televisão desligada, e ele segurou minha mão com firmeza. Disse que era hora de mostrar a verdade, não por vingança, mas por liberdade. E ele estava certo. Eu já tinha chorado demais, me escondido demais. Se o mundo queria ouvir a história de “Giulia e o padre”, então ouviriam a real. No dia seguinte, minha entrevista foi confirmada no Jorna

