CAPÍTULO 2: MEDO

469 Words
A escuridão engoliu tudo de uma vez. Lana sentiu o peito apertar. As paredes do elevador pareciam se fechar. Um aperto firme na sua cintura. O clima ficou pesado. Damian a soltou. Lana se afastou e se ajeitou. Era igual aos 16 anos. Trancada num quarto frio e gelado como forma de punição. Sem luz. Sem voz. As mãos começaram a suar. Ela mordeu o lábio com força pra não deixar nenhuma lágrima cair. _Não. Lana Reeves não chora. Não na frente de cinco lobos._ O cheiro de metal e poeira de obra ficou mais forte. Só se ouvia a respiração dos homens e o zumbido fraco do painel morto. — Acho que estão em manutenção. — disse Mason. Lana gaguejou. — C-c-como assim manutenção?! — Acho que a nossa engenheira tem medo do escuro. — Luca comentou, encostado na parede. Lana sussurrou, mais pra si mesma: — É isso que me faltava agora. — Você acha que vamos te morder, Sra. Reeves? — Damian falou com voz fria. — Por que a pergunta? — Lana retrucou. — Você reclama de estar presa aqui e esquece que nosso tempo é curto e calculado. — Não tente colocar culpa em mim se a vossa equipa de manutenção é incompetente. — Você tem uma boca comprida. — Noah sorriu de lado. — Espero que não seja essa a única utilidade. As mãos de Lana tremiam por causa da fobia de escuro. Ela acendeu a lanterna do celular. — A sua língua travou? — Luca provocou. — Cadê o número de emergência? — Lana murmurou, procurando. — Você está trêmula. Está tudo bem? — Ethan perguntou. Lana não respondeu. Digitou o número de emergência. O telefone caiu no chão de nervosismo. — Merda! Eu só… Preciso sair daqui. — Desse jeito não vai se acalmar. — Damian falou. Lana apanhou o celular desajeitada. Ligou para a emergência com a voz falhando. — Você tem medo do escuro? — Mason perguntou baixo. — Eu… eu… Um leve tremor. As luzes piscaram e voltaram. O elevador deu um solavanco e começou a funcionar. — Você não precisava ligar para ninguém, Sra. Reeves. — Luca disse, ainda encostado na parede. O elevador parou e a porta se abriu. Lana olhou para os cinco homens e por último para Luca. — Eu posso ligar para quem eu quiser. Até para os bombeiros, só para sair desse sufoco. — Lana passou por eles com passos firmes. — Você acha que nós somos um sufoco? — Mason questionou. — Pense o que quiser. Lana saiu do elevador. O corpo se mexia conforme as suas curvas, mesmo com as pernas bambas. — Essa mulher é atrevida. — Noah comentou. Luca abriu um sorriso descarado. — Não, meu caro. Ela é uma mulher que qualquer homem quer ter na cama.
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