A escuridão engoliu tudo de uma vez. Lana sentiu o peito apertar. As paredes do elevador pareciam se fechar.
Um aperto firme na sua cintura. O clima ficou pesado. Damian a soltou. Lana se afastou e se ajeitou.
Era igual aos 16 anos. Trancada num quarto frio e gelado como forma de punição. Sem luz. Sem voz.
As mãos começaram a suar. Ela mordeu o lábio com força pra não deixar nenhuma lágrima cair.
_Não. Lana Reeves não chora. Não na frente de cinco lobos._
O cheiro de metal e poeira de obra ficou mais forte. Só se ouvia a respiração dos homens e o zumbido fraco do painel morto.
— Acho que estão em manutenção. — disse Mason.
Lana gaguejou.
— C-c-como assim manutenção?!
— Acho que a nossa engenheira tem medo do escuro. — Luca comentou, encostado na parede.
Lana sussurrou, mais pra si mesma:
— É isso que me faltava agora.
— Você acha que vamos te morder, Sra. Reeves? — Damian falou com voz fria.
— Por que a pergunta? — Lana retrucou.
— Você reclama de estar presa aqui e esquece que nosso tempo é curto e calculado.
— Não tente colocar culpa em mim se a vossa equipa de manutenção é incompetente.
— Você tem uma boca comprida. — Noah sorriu de lado. — Espero que não seja essa a única utilidade.
As mãos de Lana tremiam por causa da fobia de escuro. Ela acendeu a lanterna do celular.
— A sua língua travou? — Luca provocou.
— Cadê o número de emergência? — Lana murmurou, procurando.
— Você está trêmula. Está tudo bem? — Ethan perguntou.
Lana não respondeu. Digitou o número de emergência. O telefone caiu no chão de nervosismo.
— Merda! Eu só… Preciso sair daqui.
— Desse jeito não vai se acalmar. — Damian falou.
Lana apanhou o celular desajeitada. Ligou para a emergência com a voz falhando.
— Você tem medo do escuro? — Mason perguntou baixo.
— Eu… eu…
Um leve tremor. As luzes piscaram e voltaram. O elevador deu um solavanco e começou a funcionar.
— Você não precisava ligar para ninguém, Sra. Reeves. — Luca disse, ainda encostado na parede.
O elevador parou e a porta se abriu. Lana olhou para os cinco homens e por último para Luca.
— Eu posso ligar para quem eu quiser. Até para os bombeiros, só para sair desse sufoco. — Lana passou por eles com passos firmes.
— Você acha que nós somos um sufoco? — Mason questionou.
— Pense o que quiser.
Lana saiu do elevador. O corpo se mexia conforme as suas curvas, mesmo com as pernas bambas.
— Essa mulher é atrevida. — Noah comentou.
Luca abriu um sorriso descarado.
— Não, meu caro. Ela é uma mulher que qualquer homem quer ter na cama.