CAPÍTULO 5: CHEFE

1071 Words
A noite chegou sem aviso. Lana mais uma vez se esqueceu que o mundo lá fora não para. Lana arrumava suas coisas quando uma mulher se aproximou gentilmente. — Sra. Reeves? — disse Hannah —Sim, sou eu! — Lana virado o rosto — Sr. Damian a convocou urgentemente. — O que o seu chefe quer a essa hora? — cruza os braços. A mulher não respondeu. Só deu um sorriso doce. A duas se dirigia para outro edifício. Só o som dos passos ecoava pelo corredor. Lana pensava. “ Dessa vez esse doido quer o quê?” — Ele nunca chama ninguém a essa hora. Deve sério. —Caminhando rápido. —Sério pra ele ou sério pra mim?— Com a pasta na mão apertado. Hannah de novo só sorriu e não respondeu. O elevador subiu 20 andares. Lana sentiu o estômago revirar. — Já chegamos, Sra. Reeves. Pode entrar! — Abrindo espaço para ela. Lana entrou na sala. Damian estava de costas, sentado na cadeira, olhando para a Torre Kingstone 3 em obra. — Você não sabe nada sobre sindicato ou lei de trabalho não? — Na minha empresa é obrigatório manter a relação entre empregados e chefe. —Damian virou-se e olhou para ela friamente. — Pode ser mais claro? Meu horário de trabalho já terminou. — Fofocas de você e o Luca se beijando. Isso é verdade? —Se as fofocas já chegaram aos seus ouvidos, quem sou eu para desmentir? — Olhe para mim, Sra. Reeves. Eu tenho uma imagem para proteger e pessoas para liderar. E você vem aqui e destrói tudo o que foi construído há séculos? — Se você não sabe liderar os seus irmãos para não assediarem as funcionárias, então você não sabe nada sobre liderança. Damian bateu na mesa e se aproximou dela. — Você acha que eu não sei das coisas, Lana? —Circulado ela como um tubarão. — Sei que você sabe. Sei também que gosta de controlar tudo. —Lana não recuou. — E eu gosto de coisas que não consigo controlar. Adivinha quem é? —Damian Parou atrás dela. — Não sou objeto pra você domar, Sr. Kingstone. —Lana virou para atrás o rosto perto dele até demais — Todo mundo é. Só alguns demoram mais pra aceitar. — Damian sorriu. — Se o senhor me chamou pra isso, então eu vou pra casa. Porque meu horário já terminou. — Você tem uma boca grande e nem sabe medir quem é seu chefe. — Você está insinuando que eu deveria aceitar a culpa de um homem m*l satisfeito? Então eu vou te contar: eu não aceito isso, ok? Damian deu um passo em direção a ela. Olhar penetrante. Frio. Lana deu passos para trás até encostar na mesa. — O senhor está passando dos limites. É melhor sair da minha frente. Damian chegou o mais perto possível. Os olhos dele perfuraram os olhos da Lana. Agarrou a cintura dela com força. Lana soltou um grito. — Quando o chefe fala, você deve calar essa boca. Você não para de falar. Damian a beijou de forma animalesca, possessiva, sem intervalos. Lana tentou se soltar, mas ele era mais forte até ela resistir. Damian parou e olhou para ela de forma possessiva e faminta. Lana levantou a mão para dar um tapa. Mas ele segurou o pulso dela com força. — Comigo não, Sra. Reeves. Damian virou ela de costas. As costas dela encostaram no peito dele. Ele sussurrou no ouvido dela. — Talvez eu seja o primeiro a provar o seu gosto. Ou talvez eu te f**a aqui mesmo, Sra. Reeves. O corpo dela reagiu. Lana soltou pequenos gemidos. — Por favor, Sr. Kingstone. Damian estava mais perto do que nunca. O hálito quente no pescoço dela. Lana imóvel, o coração batendo mais forte e o medo atingindo as mãos. —Sr. Kingstone, por favor. Não torne essa situação num problema. — A sua boca não para. Então deixa eu fazer ela funcionar direito, como deve ser.— Damian beija- a. Damian carregou Lana e a colocou na mesa. Desabotoou a camisa dela. Beijos intensos e famintos da parte dele. — Você é tão macia e gostosa. Tava louco pra te comer. —Damian, acho que isso não é correto, então… — O meu lobo não aguenta mais. Damian tirou a camisa. Lana, ofegante e à mercê dele, o chutou na virilha. Damian se contorceu de dor. Lana arrumou as coisas e saiu correndo. Damian, ainda com o desejo insaciável, viu Lana partir. Ele sentou na cadeira, desajeitado. — Você é do tipo que eu gosto. Mas vai ser minha de qualquer jeito. — Damian sorriu torto. Damian ficou na sala escura, olhando para a porta. — Corre quanto quiser, engenheira. Lobos sempre pegam a presa. Lana foi às pressas até o estacionamento. Mãos tremendo. Batom borrado. Lábios inchados. — Nunca mais. Nunca mais eu deixo isso acontecer. — limpando o rosto e ajeitando o cabelo. Ela procurou as chaves do carro, mas não as encontrou. O celular vibrou. Número desconhecido: *”Segunda. 8h. Não esquece.”* Lana apagou a mensagem. Mas o corpo ainda lembrava do toque. — Porcaria! Eu te odeio. — Lana grita e batendo o pé no chão Um carro preto veio em direção dela e para em frente dela. As janelas abriram. — Você está bem, Sra. Reeves? — Ethan — Eu… só esqueci as minhas chaves. — Entra! — Ethan sorri Lana parou por um segundo. Congelou, mas entrou. O carro arrancou. No caminho, Lana batia o pé de nervosismo. Ethan entregou uma garrafa de água. — Bebe. Você está muito alterada. — Obrigada! — Lana levando a garrafa e bebe a água. — Se é pra você ficar desse jeito, então eu não daria uma carona. —Só é que um i****a me tira do sério e eu acabo perdendo a calma. — Lana bufa — Então não deixa ele te controlar. — Ethan sorriu. — É muito fácil dizer. Na prática é diferente. Ele pensa que tudo o que o cerca ele deve controlar. Ethan parou o carro. Olhou para Lana. — Por que parou? — Você está se referindo ao Damian? — Claro… que não! — Lana gaguejou. Ethan afastou o cabelo dela com delicadeza. Franziu a testa. Olhou para o chupão no pescoço dela. — Lana… você dormiu com o Damian? — Ethan encara ela.
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