A noite chegou sem aviso. Lana mais uma vez se esqueceu que o mundo lá fora não para.
Lana arrumava suas coisas quando uma mulher se aproximou gentilmente.
— Sra. Reeves? — disse Hannah
—Sim, sou eu! — Lana virado o rosto
— Sr. Damian a convocou urgentemente.
— O que o seu chefe quer a essa hora? — cruza os braços.
A mulher não respondeu. Só deu um sorriso doce. A duas se dirigia para outro edifício.
Só o som dos passos ecoava pelo corredor. Lana pensava.
“ Dessa vez esse doido quer o quê?”
— Ele nunca chama ninguém a essa hora. Deve sério. —Caminhando rápido.
—Sério pra ele ou sério pra mim?— Com a pasta na mão apertado.
Hannah de novo só sorriu e não respondeu. O elevador subiu 20 andares. Lana sentiu o estômago revirar.
— Já chegamos, Sra. Reeves. Pode entrar! — Abrindo espaço para ela.
Lana entrou na sala. Damian estava de costas, sentado na cadeira, olhando para a Torre Kingstone 3 em obra.
— Você não sabe nada sobre sindicato ou lei de trabalho não?
— Na minha empresa é obrigatório manter a relação entre empregados e chefe. —Damian virou-se e olhou para ela friamente.
— Pode ser mais claro? Meu horário de trabalho já terminou.
— Fofocas de você e o Luca se beijando. Isso é verdade?
—Se as fofocas já chegaram aos seus ouvidos, quem sou eu para desmentir?
— Olhe para mim, Sra. Reeves. Eu tenho uma imagem para proteger e pessoas para liderar. E você vem aqui e destrói tudo o que foi construído há séculos?
— Se você não sabe liderar os seus irmãos para não assediarem as funcionárias, então você não sabe nada sobre liderança.
Damian bateu na mesa e se aproximou dela.
— Você acha que eu não sei das coisas, Lana? —Circulado ela como um tubarão.
— Sei que você sabe. Sei também que gosta de controlar tudo. —Lana não recuou.
— E eu gosto de coisas que não consigo controlar. Adivinha quem é? —Damian Parou atrás dela.
— Não sou objeto pra você domar, Sr. Kingstone. —Lana virou para atrás o rosto perto dele até demais
— Todo mundo é. Só alguns demoram mais pra aceitar. — Damian sorriu.
— Se o senhor me chamou pra isso, então eu vou pra casa. Porque meu horário já terminou.
— Você tem uma boca grande e nem sabe medir quem é seu chefe.
— Você está insinuando que eu deveria aceitar a culpa de um homem m*l satisfeito? Então eu vou te contar: eu não aceito isso, ok?
Damian deu um passo em direção a ela. Olhar penetrante. Frio. Lana deu passos para trás até encostar na mesa.
— O senhor está passando dos limites. É melhor sair da minha frente.
Damian chegou o mais perto possível. Os olhos dele perfuraram os olhos da Lana. Agarrou a cintura dela com força. Lana soltou um grito.
— Quando o chefe fala, você deve calar essa boca. Você não para de falar.
Damian a beijou de forma animalesca, possessiva, sem intervalos. Lana tentou se soltar, mas ele era mais forte até ela resistir.
Damian parou e olhou para ela de forma possessiva e faminta.
Lana levantou a mão para dar um tapa. Mas ele segurou o pulso dela com força.
— Comigo não, Sra. Reeves.
Damian virou ela de costas. As costas dela encostaram no peito dele. Ele sussurrou no ouvido dela.
— Talvez eu seja o primeiro a provar o seu gosto. Ou talvez eu te f**a aqui mesmo, Sra. Reeves.
O corpo dela reagiu. Lana soltou pequenos gemidos.
— Por favor, Sr. Kingstone.
Damian estava mais perto do que nunca. O hálito quente no pescoço dela. Lana imóvel, o coração batendo mais forte e o medo atingindo as mãos.
—Sr. Kingstone, por favor. Não torne essa situação num problema.
— A sua boca não para. Então deixa eu fazer ela funcionar direito, como deve ser.— Damian beija- a.
Damian carregou Lana e a colocou na mesa. Desabotoou a camisa dela. Beijos intensos e famintos da parte dele.
— Você é tão macia e gostosa. Tava louco pra te comer.
—Damian, acho que isso não é correto, então…
— O meu lobo não aguenta mais.
Damian tirou a camisa. Lana, ofegante e à mercê dele, o chutou na virilha.
Damian se contorceu de dor. Lana arrumou as coisas e saiu correndo.
Damian, ainda com o desejo insaciável, viu Lana partir. Ele sentou na cadeira, desajeitado.
— Você é do tipo que eu gosto. Mas vai ser minha de qualquer jeito. — Damian sorriu torto.
Damian ficou na sala escura, olhando para a porta.
— Corre quanto quiser, engenheira. Lobos sempre pegam a presa.
Lana foi às pressas até o estacionamento. Mãos tremendo. Batom borrado. Lábios inchados.
— Nunca mais. Nunca mais eu deixo isso acontecer. — limpando o rosto e ajeitando o cabelo.
Ela procurou as chaves do carro, mas não as encontrou.
O celular vibrou. Número desconhecido:
*”Segunda. 8h. Não esquece.”*
Lana apagou a mensagem. Mas o corpo ainda lembrava do toque.
— Porcaria! Eu te odeio. — Lana grita e batendo o pé no chão
Um carro preto veio em direção dela e para em frente dela. As janelas abriram.
— Você está bem, Sra. Reeves? — Ethan
— Eu… só esqueci as minhas chaves.
— Entra! — Ethan sorri
Lana parou por um segundo. Congelou, mas entrou. O carro arrancou.
No caminho, Lana batia o pé de nervosismo. Ethan entregou uma garrafa de água.
— Bebe. Você está muito alterada.
— Obrigada! — Lana levando a garrafa e bebe a água.
— Se é pra você ficar desse jeito, então eu não daria uma carona.
—Só é que um i****a me tira do sério e eu acabo perdendo a calma. — Lana bufa
— Então não deixa ele te controlar. — Ethan sorriu.
— É muito fácil dizer. Na prática é diferente. Ele pensa que tudo o que o cerca ele deve controlar.
Ethan parou o carro. Olhou para Lana.
— Por que parou?
— Você está se referindo ao Damian?
— Claro… que não! — Lana gaguejou.
Ethan afastou o cabelo dela com delicadeza. Franziu a testa. Olhou para o chupão no pescoço dela.
— Lana… você dormiu com o Damian? — Ethan encara ela.