Capítulo 217

1046 Words

Cristina narrando Eu subia o beco com passos lentos, o meu olhar atento às expressões fechadas dos rostos dos vapores. O clima no morro estava pesado. As conversas cochichadas nos cantos, os olhares desconfiados, o silêncio repentino quando alguém se aproximava tudo gritava que algo grande estava prestes a acontecer. Eu paro na porta da vendinha da Dona Ruth, cumprimento com um aceno e puxo conversa com um dos garotos que costumava ajudar por ali. Mas até ele, sempre falante, estava estranho. Eu suspiro. Já não era de hoje que eu percebia os meninos andando separados, trocando menos palavras e evitando olhares. Dumbo e Curinga quase nem se falavam mais, e Tigre vivia sumido. Mas o que mais mim deixava encucada era ver Natalia e Vespa discutindo em plena luz do dia. Aquilo sim, eu nunca

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