Tigre narrando Eu tava encostado no banco da praça, soltando fumaça devagar enquanto ria das zoeiras dos parceiros. O sol já tinha baixado, deixando o céu num tom alaranjado que pintava o morro com uma calma enganosa. Era aquele momento raro de respiro, onde por uns minutos eu esquecia da correria e do peso que carregava nos ombros. Mas aí, o meu celular vibro no bolso. Eu puxo com calma, achando que era algum dos manos da contenção, mas assim que vejo o nome na tela, o riso no meu rosto deu lugar a um sorriso mais contido. Cristina. Sem pensar duas vezes, levanto do banco, se afastando um pouco do grupo. — Já volto aí, rapaziada. — falo de leve, levando o celular ao ouvido enquanto atendia. A voz dela, suave e doce, atravesso a linha com aquele jeitinho que sempre mim desarmava. Bas

