Natalia narrando Eu caminhava pelos corredores do posto de saúde com o semblante cansado, os ombros pesados pelo peso da mentira que carregava. A cada sorriso forçado que dava para Igor, sentia o meu estômago revirar. Estar tão próxima de alguém que eu sabia ser um traidor era mais difícil do que imaginava e fingir que estava brigada com o homem que eu amo, era pior ainda. Ao entrar em minha sala, fecho a porta com força contida e solto o ar que prendia desde o início do plantão. Pego o celular, digito uma mensagem rápida para Vespa: — "Não tá fácil. Fingir te odiar me destrói. Mas eu tô perto de descobrir onde o MV tá se escondendo." Em seguida, olho para o meu notebook. Era ali que eu cruzava dados, registros e padrões das mensagens interceptadas. Os rastros que MV deixava eram sut

