GB narrando GB estava sentado no sofá da sala, observando de longe a movimentação da casa. As risadas leves de Dumbo e Cecília, o choro de um dos bebês de Vespa e Natalia, e o jeito protetor de Fátima, que ia de um canto ao outro. Tudo aquilo era novo pra me. Quente. Familiar. Eu respiro fundo e solto, como quem fala mais pra si mesmo do que pros outros: — Sabe... eu achei que ninguém fosse me aceitar. Que o Vespa ia me olhar torto, que a coroa ia me virar a cara... Curinga, que estava sentado ao meu lado com um cigarro entre os dedos, olhou de canto. — Mas? Eu dou um sorriso curto, quase tímido, coisa rara pra me. — Mas foi o contrário. Me acolheram. Me deram espaço. Me fizeram sentir que, mesmo chegando depois... eu também sou parte disso aqui. Vespa, que tinha acabado de entrar,

