Dois meses depois
Dois mês já tinha se passado desde o dia que fui ao médico e eu não sabia o que estava acontecendo comigo, andava muito enjoada e cansada também, já cogitei a ideia mil vezes de ir para o hospital mais infelizmente acabei desistindo por está sozinha e não ter ninguém para me acompanhar, meus pais viajaram para busan a trabalho e eu fiquei em casa com a governanta que meu pai deu a ordem de que eu não poderia sair, pois tinha que focar nos meus estudos e como sou uma filha obediente fiz o que eles pediram, estava deitada na minha cama conversando com Gustavo por ligação quando escuto batidas na porta.
— Oi adelaide.— respondo já sabendo que era ela
— Seus pais ligaram e falaram que chegariam daqui a pouco.
— Tá bom, obrigada
— Por nada Adelaide.— falo sorrindo e ela desce para o andar de baixo.
— O que foi gema de ovo.— fala Gustavo do outro lado da linha
— Você quer que eu te der uns bons tapas não é seu i****a.
— Me desculpe, eu acabei não resistindo
— Tudo bem, eu vou desligar agora, meus pais estão voltando e eu tenho que está esperando eles lá em baixo
— Tá bom vai lá, mas não esqueça do que eu te falei sobre ir ao médico, isso que você está sentindo não é normal não
— Tá bom, pode deixar que irei
— Certo, beijos
— Beijos.
Desligo a ligação e levanto da cama, vou para o banheiro, tomo um banho de cabeça e tudo e visto um vestido amarelo que fica no meio das minhas coxas e deixo os cabelos soltos para enxugar naturalmente. Desci para o andar de baixo e chegando lá fico sentada no sofá assistindo TV e algumas horas depois escuto a peita se abrir e por ela meus pais passam sorridentes e para papai está assim, com certeza deve ter acontecido algo de bom nessa viagem.
— Oi pai, oi mãe, sejam bem vindos de volta em casa.— digo sorrindo e mamãe vem até mim e me abraça e meu pai apenas resmunga e sobe para o quarto.
— Oi meu bebê, como você está? Estou te achando um pouco pálida.
— Não é nada mamãe, eu estou bem, como foi a viagem a senhora gostou?
— Foi bem cansativa mais que gostei e seu pai conseguiu fazer um acordo para abrir uma nova filial lá .— ela me fala enquanto íamos subindo as escadas
— Isso é muito bom
— É sim, agora eu vou tomar um banho e desço daqui a pouco para jantarmos.
— Tá bom, vou esperar lá em baixo
— Viu.— Mamãe entra em seu quarto e eu desço para a sala onde fiquei esperando eles para jantar coisa que não demorou muito, sentamos todos na mesa e Adelaide nos serviu, quando eu vi a comida no prato sentir meu estômago embrulhar e uma vontade louca de vomitar surgiu em mim.
— Que cara é essa Emma? Parece até que vai vomitar no prato.— Papai fala rude como sempre
— O que foi amor, está sentindo alguma coisa?— mamãe fala orwucioada
— Eu estou bem, só preciso ir ao banheiro.
Digo e não espero uma resposta vindo deles, me levanto da mesa e corro para o andar de cima e chegando no meu quarto só deu tempo de me ajoelhar no chão e colocar toda comida que comi durante o dia para fora, isso já estava acontecendo comigo a uma semana e eu estava com muito medo de estar com alguma doença grave. Depois que terminei, dei descarga no vaso e escovei os meus dentes, e mesmo não querendo, tive que contar pra mesa.
— Adelaide.— Chamo ela que não demora a estar ao meu lado
— Me chamou senhorita
— Sim, leva esse prato pra cozinha e me traz um copo de suco de abacaxi e uma torrada com geleia, por favor.— Digo e ela faz o que eu pedi e ao olhar para frente vejo meus pais me olhando com uma interrogação no rosto.
— O que foi gente? Vocês me olhando desse jeito vai me deixar constrangida.
— Porque você não comeu nada do seu prato e pior ainda pediu um suco de abacaxi? Você esqueceu que você não gosta de nada que tenha abacaxi dentro?— mamãe me pergunta e eu realmente tinha esquecido que eu não gostava, mas então porque eu estou sentindo essa vontade louca de beber?
— Mais eu não gosto mãe, só deu vontade
— Tem certeza que não aconteceu nada enquanto eu estava fora com a sua mãe Emma? você está agindo de uma forma muito estranha.
— Não aconteceu nada, eu só fiz o que o senhor pediu, pode perguntar ao motorista e a dona Adelaide.
— Tudo bem Emma, agora me deixa terminar de jantar em paz.— Assinto com a cabeça e pego o suco e a torrada e começo a comer, parecia que eu estava comendo a coisa mais gostosa do mundo, depois que terminamos de jantar eu voltei para o meu quarto e sentei na cadeira da escrivaninha e liguei o computador e comecei a pesquisar o trabalho que eu tinha que entregar na semana que vem até que sentir sono e fui para cama e não demorou muito eu já estava dormindo.
(...)
No outro dia pela manhã eu acordei com enjôo e mais uma vez fui correndo para o banheiro, depois aproveitei e fiz minha higiene Matinal e ao olhar para o espelho vejo que estou um pouco mais magra esses dias, deve ser por não está conseguindo me alimentar direito, mais tinha algo a mais alí que eu estava um pouco intrigada, passado as mãos em minha barriga eu sinto um leve volume no meu abdome, ando até o closet e visto um conjunto de moletom na cor cinza já que estava um pouco frio aqui e eu ia estudar em casa hoje, depois respiro fundo e saio do quarto e vou para o andar de baixo onde vejo meu pai sentado no sofá com uma xícara de café na mão.
— Bom dia pai
— Bom dia.— Responde ele — Bom dia Adelaide, eu vou querer só um chá de Erva doce com biscoito para o café da manhã
— Bom dia senhorita Emma, tá bom, já viu te servir
— Obrigada .— Agradeço com um sorriso no rosto e quando ia voltar para sala minha mãe estava em pé me observando.
— Bom dia filha
_ Bom dia mamãe
— Depois eu quero falar com você Emma.
— Tudo bem, mas já avisando eu não fiz nada de errado.— Me justifico logo pois o olhar dela estava bem sério
— Isso é o que vamos vê.— Ela termina de falar e vai para a mesa onde senta e começa a tomar café da manhã.