Capítulo 3

1021 Words
Abro meus olhos devagar por causa da claridade e quando me acostumo eu olho ao redor e percebo que estou em um quarto de hospital e rapidamente sinto meu coração acelerar e o ar querer fugir de mim, sento na cama rapidamente e acabo gemendo de dor quando a agulha que estava em minha veia sai do lugar. - Ô meu deus Emma, o que você está fazendo?- pergunta minha mãe correndo até mim e segura meu braço - Mãe, o que eu estou fazendo aqui? Eu quero ir embora, o que aconteceu? - Pergunto desesperada e minha mãe aperta um aparelhinho ao lado da cama e fala olhando para mim. - houve uma complicação com o remédio que você tomou meu bem, e infelizmente você teve que passar o dia e a noite aqui no hospital, eu fiquei muito preocupada quando você não acordava.- Fala minha mãe com um semblante triste e eu só agora percebo que realmente ela está vestida em outra roupa, e antes que eu pudesse falar alguma coisa a mesma enfermeira que recebeu a receita dos meus exames apareceu com um sorriso no rosto. - Oi Emma, como está se sentindo? - Eu estou bem, já posso ir embora?- é a primeira coisa que pergunto - Sim você pode, só vou tirar o acesso do seu braço - Tudo bem, então tira logo, por favor. Como pedido ela faz , mamãe me entrega um lar de roupas para mim e depois que me troquei saímos do hospital e entramos no carro e ela da partida para casa. Eu não sei porque mais sentia que eu não era mais a mesma, abraço o meu próprio corpo e olho para a janela onde fico olhando o movimento da rua e aquele vento frio que batia no meu rosto fazendo eu fechar meus olhos por alguns segundos. - Está tudo bem, filha? - Está sim mamãe, não precisa de preocupar - Tá certo. - Alguns minutos depois Chegamos em casa, saiu do carro e caminhamos até entrar dentro de casa, subo as escadas correndo para o meu quarto e chegando lá tirei minha roupa e tomo outro banho para tirar o cheiro de desinfetante do meu corpo, e visto um conjunto de moletom e deixou os cabelos soltos, sento na cama e fico mexendo no meu celular conversando com meus amigos que viajaram e acabo não vendo o tempo passar. - Senhorita Emma o seu pai está o aguardando para jantar.- Escuto a voz de Adelaide a governanta da casa - Já estou indo dona adelaide.- Respondo e deixo o aparelho em cima da cama e saiu do quarto e desço as escadas um pouco de pressa, papai sempre foi aquele homem que dá ordens e odeia quando elas não são cumpridas - Boa noite! Desculpa a demora, eu não vi o tempo passar, sinto muito.- falo assim que chego na sala de jantar - Boa noite querida, está tudo bem.- mamãe fala sorrindo pra mim - É por isso que ela é desse jeito e não quer me obedecer, você sempre fica mimando essa garota Vanessa! Desse jeito ela nunca será suficiente para ocupar o meu lugar na empresa já que você não pode mim dá um filho homem sua incompetente.- Papai fala com raiva e eu acabo me encolhendo um pouco na cadeira, eu odiava ter que ser o motivo dos meus pais brigarem, pois sempre acabava no mesmo assunto, ele dizendo que mamãe era uma incompetente e fraca por não conseguir ter mais filhos e principalmente por eu ter sido uma menina, sendo que ele queria um menino - De um desconto para ela Márcio, Emma estava hospitalizada, com certeza estava descansando, ela se se atrasou cinco minutos, você não precisa tratar ela assim, e se eu não consigo mais ter filhos você sabe muito bem o porque .- mamãe fala e eu vejo que seus olhos estão cheio de lágrimas e ela está se segurando para não chorar.- Então eu te peço que por favor não toque mais nesse assunto, é muito doloroso para mim e eu não vou aguentar ficar ouvindo tudo que você fala calada, chega uma hora que cansa.- ela termina de falar e papai bate na mesa com força fazendo nós assustamos e ao contrário do que eu pensei, ele acabou ficando em silêncio e começou a se servir, quando ele termina eu e mamãe fizemos o mesmo e começamos a comer em um silêncio bem desconfortável. É por causa de alguns motivos como esse que eu às vezes penso que se eu não tivesse nascido seria melhor, mas infelizmente não posso fazer nada para mudar o destino, eu só espero que algum dia o papai se orgulhe de mim e veja que tudo que eu faço é para agradá-lo. Depois que terminamos de comer ele foi o primeiro a sair da mesa e se trancar no escritório. - Mãe, a senhora está bem?- pergunto indo ao lado dela - Estou sim, me desculpa por mais cedo, você não merecia ouvir aquelas palavras, eu sinto muito minha filha - Não precisa se desculpar mamãe, eu sei que a senhora faz o que pode para mim proteger - Vem cá minha pequena me dá um abraço.- Abraço mamãe e ela retribui e eu me sinto segura e protegida em seus braços - Eu te amo mãe - Também te amo meu amor.- ela deixa um beijo na minha testa e subimos as escadas abraçadas para o andar de cima, e chegando lá ela entra em seu quarto e eu no meu, ando até o closet e pego o urso de coelhinho na cor rosa e vou para minha cama onde abraço ele deitada e fecho meus olhos. - Sabe kooky, se eu tivesse nascido um menino tenho certeza que minha vida seria diferente e papai gostaria de mim, é tão chato ele só me vê como se eu fosse um robô para ele programar da maneira que ele quer.- Falo deixando algumas lágrimas rolarem por minhas bochechas, apago o abajur que estava aceso e deixo que o sono tomasse conta de mim.
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