Marissol sente todo aquele conhecido prazer por seu corpo, não pode negar, aquela mulher sabe como fazê-la se sentir melhor. Mesmo que aquela data esteja lhe trazendo lembranças e saudade, ela não se permitirá sentir, amar, sofrer, ela já passou por isso nos últimos cinco anos, chegou a hora de mostrar ao mundo e a ela mesma que Raquel Aguiar não faz mais parte de sua vida, ainda que seja a pior mentira que tenta acreditar.
- Gosta assim? Gosta de me ver montar em você assim?
A morena olha para a n***a embaixo de si, enquanto sobe e desce no objeto preso no quadril da mulher. Donatela sorri ao segurar firme na cintura de Marissol, fazendo-a descer com mais firmeza no “p*u” de borracha.
- Oh, sim, querida, muito, adoro vê-la em cima de mim. Vai, continua.
A mulher de pele n***a, de trinta e seis anos é uma cliente fixa de Marissol desde que ela começou naquela vida. Sempre tiveram seus momentos. A mais nova gosta de estar com ela, apesar das loucuras que fazem na cama, sempre há um pouco de carinho depois.
Donatela é casada e tem dois filhos, mas nunca deixou de ter suas aventuras com mulheres, claro que sem seu marido saber, ou assim ela pensa. No fim, ela e Marissol se transformaram em amigas fora daquelas quatro paredes, porque dentro dela, a “p********a” é o que a n***a quer que ela seja.
- Assim?
Marissol espalma suas mãos na barriga da n***a e sobe devagar, dando a visão maravilhosa do objeto saindo, depois entrando novamente.
- p***a, isso, querida, assim.
Donatela está perto do seu o*****o, ela adora a forma que Marissol a faz ter prazer ao dar prazer, apesar do que dizem das prostitutas que sempre fazem de tudo para dar prazer aos clientes, aquela é diferente, porque ela sabe que a morena sente prazer também, aquilo enche seu ego, a faz sentir mais satisfação.
- Estou tão perto.
E é verdade, como sempre ela vai gozar com aquela mulher maravilhosa. A n***a sorri e de repente vira os corpos, agora ficando por cima. Marissol se assusta, mas logo sorri ao observar o rosto da n***a cheio de t***o. Donatela pega as duas pernas da menor e coloca em seus ombros, fica de joelhos no colchão e começa seus movimentos mais rápidos e firmes, forçando o objeto dentro de Marissol do jeito que ela sabe que a p********a gosta.
- Donatela...
Marissol goza, sentindo o corpo da outra também estremecer, as duas chegaram ao terceiro, quarto, nem sabem mais quantos orgasmos tiveram na noite, só sabem que seus corpos estão exaustos. A n***a deixa seu corpo cair para o lado, saindo de dentro da menor.
- Maravilhosa...
A mais velha diz, fazendo a p********a sorrir. A verdade é que no fim, Marissol gosta daquilo, mas não se pode dizer que tudo sempre foi fácil, mentiria se dissesse que aquela vida é boa, porque mesmo que o s**o seja maravilhoso, há sempre os dias de dor de cabeça, cólica, desanimo, mas ela tem que estar lá, transando loucamente com mulheres nem sempre tão agradáveis.
O começo foi terrível, durante um mês ela teve relações com homens, não podia se dar ao luxo de escolher ou recusar, então ela conheceu Donatela, que a queria toda noite, com isso pôde começar a recusar o s**o oposto, aos poucos parou e hoje, depois de dois anos, só tem três clientes fixas, mulheres ricas, duas casadas, mais velhas e uma mais nova solteira.
Raramente, ela faz programa com outras mulheres, em despedidas de solteiras, ou alguém que a viu no bar e falou com Rosa sobre, Marissol analisa e aceita, mas pode se dar ao luxo de recusar também. A sua “chefa” sabe que grande parte das clientes estão ali por conta de Marissol, ou pelo menos as mais ricas. Ela teve que deixar um quarto só para a morena, com uma entrada secreta, pois como já citado, são casadas, Rosa presa pelo profissionalismo e discrição, por isso seu clube é tão famoso, não só por ter as mais belas mulheres e melhores festas, mas por ser o que muitas pessoas procuram, prazer com segurança.
- Tenho que ir. – A mais velha diz assim que eleva a cabeça.
- Sim, sim, eu também. – Marissol sorri e lhe dá um selinho.
- Ainda tem alguma cliente hoje? – Donatela pergunta ao fazer uma careta, se dependesse dela Marissol seria apenas sua. Não é paixão, é apenas uma forma de posse.
- Não, você sabe que quando você vem guardo a noite só para você. Consegue acabar comigo.
A n***a sorri satisfeita, levanta e vai para o banheiro, toma um banho rápido e depois volta, já encontrando Marissol vestida, amarrando o cabelo em um coque.
- Vou depositar em sua conta o dinheiro das horas extras.
- Seu marido não percebe suas transferências para uma conta desconhecida?
- Não, quer dizer, ela as ver, obviamente, mas acredita ser da dona de uma loja onde faço compras.
Marissol gargalha, se aproxima da mulher e a beija.
- Bem espertinha. Então nos vemos em breve?
- Com toda certeza.
Elas se beijam novamente e então saem do quarto, vão por corredores diferentes. Marissol para a sala de Rosa e Donatela para a saída secreta. Já são duas da manhã, ela precisa ir para casa, mesmo que seu marido esteja viajando não quer levantar suspeitas.
Ao chegar à sala da patroa observa seu sorriso ao vê-la entrar.
- Noite agitada?
- Aquela mulher tem um fogo que, Deus! Ela sabe fazer, não sei como é casada com um homem?!
- Acontece muito, Marissol, mulheres que tem que casar apenas para manter as aparências, ainda mais de famílias ricas como a dela.
- Que seja. Estou de saída, depois transfere minha parte para a conta.
- Certo, ela falou das horas extras? Não sei por que ela não fica logo com as cinco horas, sempre saem daquela sala depois das três que ela contrata.
- Também não entendo, mas melhor para mim, que ganho mais.
Elas têm um combinado, o programa é dividido entre elas, mas se passar das horas contratadas, o dinheiro vai todo para Marissol, além do que ela sempre ganha, algumas mulheres são bem generosas ao terminarem, dando dinheiro físico para ela, mas por regra do clube trabalham por meio de transferências bancárias.
- Vai lá, gostosa. Vai pegar aquela sua vizinha deliciosa também.
Marissol gargalha. Ela e Rosa são grandes amigas, sabem da vida uma da outra, chegou um tempo que elas até tiveram algumas transas, mas hoje em dia preferem manter apenas a relação profissional e de amizade.
- Sem chance, estou exausta, mas nunca se sabe...
- Você fala da Donatela, mas seu fogo é tão grande quanto o dela. Vá cuidar do seu filho, sua tarada.
A mais nova sorri e sai da sala, pega um táxi e não demora em estar em seu apartamento. Vai direto para o quarto do seu filho, o encontrando agarrado ao seu urso e a chupeta na boca. Depois vai para o seu quarto, onde encontra Rafaela no cômodo, sorri, ela já falou para a garota não dormir em sua cama, mas quem disse que a menor obedece? Porém a verdade é que por mais que Marissol ache aquilo loucura, o que ela mais gosta é chegar em sua casa, tomar um banho, deitar e sentir os braços da garota ao redor do seu corpo, aquele tipo de carinho nunca é demais. É isso que acontece.
- Boa noite, gostosona.
- Boa noite, maluquinha.
E assim, naquela conchinha meio sem jeito elas dormem, apesar do s**o maravilhoso, também são amigas e sabem do que a outra precisa na hora certa.
..........***..........
Na manhã seguinte Marissol acorda e não encontra a outra ao seu lado, o que seria estranho se acontecesse, visto que já são dez da manhã. Ela se repreende por isso.
- m***a, eu dormi demais.
Marissol levanta rapidamente, vai para o banheiro e faz uma higiene rápida, prende o cabelo e veste um short de moletom e uma camiseta. Corre para o quarto do filho e não o encontra, vai para a cozinha e encontra um bilhete preso na porta da geladeira.
“Bom dia, gostosona. Pedro Henrique está com a mamãe, me atrasei para a faculdade porque não conseguia parar de olhar sua b***a, fica tão sexy com essa camiseta.
É verdade esse bilete”.
O gargalhada de Marissol é inevitável, então ela toma água e sai do apartamento, indo em direção ao de dona Das Dores, mãe de Rafaela, uma mulher de cinquenta anos que adora a vizinha.
- Olá, querida.
A mulher atende a porta com o garotinho ao seu lado, quando ele ver a mãe corre para seus braços. Marissol não tarda em pegá-lo no colo.
- Oi, meu amor. – Ela beija a bochecha do menino e depois olha para a vizinha. – Desculpe por isso, dona Das Dores, Rafaela não me acordou.
- Tudo bem, querida, ela disse que você chegou tarde, sabe que não me importo de ficar com essa coisa fofa por algumas horas. Já comeu alguma coisa? – A mais nova n**a. – Então entre, venha. Tem bolo de milho que fiz hoje.
Os olhos de Marissol brilham, uma coisa que ela adora é a comida da mulher.
- Não serei louca de recusar.
Elas entram no apartamento e logo estão à mesa, com Pedro Henrique sempre no colo da mãe. A chupeta na boca o faz ficar quieto, mas logo ele a atira e olha para a mãe.
- Matucou, man?
Ele leva a mãozinha para o pescoço da mulher, onde tem uma marca da noite agitada com Donatela. Sem entender ela olha para Das Dores, que sorri e n**a com um movimentar de cabeça.
- Foi uma noite selvagem.
- d***a, eu vou m***r aquela... – Sairia um xingamento, isso se ela não lembrasse que seu filho está lhe encarando atentamente. – Sim, meu amor, mamãe machucou.
- Memédio?
- Sim, mamãe vai tomar remédio.
Pedro Henrique faz uma careta e volta a colocar sua chupeta na boca, também repousando sua cabeça contra o peito de Marissol que encara a mulher mais velha.
- Desculpa. - Das Dores dá de ombros, pois faz tempo que parou de julgá-la, afinal ela sabe o que faz. A verdade é que só ao olhar a cena dos dois lhe dá a certeza que Marissol fez a coisa certa.