Lívia Vasconcellos Eu e Henrique saímos da clínica com o coração leve, como se um peso que carregássemos por meses tivesse finalmente diminuído. Ver a nossa mãe sorrindo, conversando, com os olhos vivos… era algo que eu já tinha começado a achar que não iria mais presenciar. Caminhamos até o carro e, durante o trajeto, já começamos a conversar sobre o futuro. - Quando ela sair de lá… – Henrique começou, colocando as mãos no volante – … você acha que ela vai querer voltar para casa antiga? - Eu pensei nisso. – respondi, olhando pela janela enquanto o sol aquecia o vidro. – Mas… eu queria que ela ficasse comigo e com o Diego por um tempo. Acho que seria bom para ela. Henrique franziu o cenho, pensando. - Na sua casa? - É. A tia de Diego, a dona Mariana, mora lá com a gente também. Iri

