Diego Vasconcellos O caminho até o estúdio foi tranquilo. Eu dirigia com uma das mãos no volante e a outra entrelaçada à de Lívia. Desde que abrira aquelas caixas com os diários e fotos da minha mãe, parecia que um peso antigo tinha se instalado e, ao mesmo tempo se aliviado dentro de mim. Era estranho. Uma mistura de luto e gratidão, dor e esperança. Enquanto o carro avançava pela orla, eu olhava de canto para ela. O vento brincava com os fios soltos do cabelo de Lívia, e a luz do sol batia no seu rosto, destacando aquele sorriso sereno. - Você está mesmo bem para ir ao estúdio hoje? – perguntei, apertando de leve os seus dedos. - Estou, Diego… – ela respondeu, mas havia uma hesitação na voz. – Na verdade, estou um pouquinho cansada, mas nada demais. Não insisti, embora uma ponta de

