Lívia Vasconcellos Acordei com a luz suave filtrando pelas cortinas e um silêncio gostoso preenchendo o quarto. Estiquei o corpo preguiçosamente e notei que Diego já não estava mais deitado ao meu lado. O som do chuveiro vindo do banheiro me confirmou que ele já estava de pé. Permaneci ali, deitada, abraçada ao travesseiro, tentando prolongar um pouco mais aquele momento de calma. Já fazia alguns dias que eu vinha me sentindo estranha — tonturas repentinas, náuseas leves pela manhã, um cansaço inexplicável que me acompanhava o dia todo. Até cheguei a pensar em procurar um médico, mas sempre acabava adiando. Só que hoje, eu não podia mais ignorar. Peguei o celular da mesinha de cabeceira e liguei para a clínica que costumava ir. A atendente disse que só teria um horário disponível no fim

