Lívia Vasconcellos Assim que Diego estacionou o carro e destravou as portas, senti um frio na barriga. Eu estavamos no mesmo lugar depois de dias sem trocarmos mais que duas palavras. Estava nervosa com o que viria a seguir, mas precisava dessa conversa. Precisava entender o que ele sentia, se é que sentia alguma coisa. Quando entramos, o silêncio se instalou entre nós. Diego me perguntou se eu estava com fome. Assenti, mesmo sem ter certeza. A ansiedade parecia ocupar o espaço onde o apetite deveria estar. Ele pediu uma massa por delivery e abriu uma garrafa de vinho. Enquanto esperávamos a comida, falamos sobre amenidades: trabalho, clima, o trânsito da cidade... tudo muito superficial. Era nítido que a tensão pairava no ar. A comida chegou e nos sentamos para comer. Diego organizou a

