Diego Vasconcellos Eu estava encostado na parede do corredor, ainda parado diante da porta que Lívia havia trancado na minha cara. Quando ela disse aquelas palavras com toda a mágoa presa na garganta, foi como levar um soco. Eu sabia que tinha pisado feio na bola. E o pior de tudo era que ela tinha razão. Ela escutou parte da conversa com Marcelo. A conversa que eu não pretendia que ninguém mais ouvisse, muito menos ela. Porque não importava o quanto eu dissesse que era só um contrato, o quanto eu tentasse fingir que estava tudo sob controle... não estava. Não mais! Voltei para o meu quarto como um zumbi. Tirei a camisa e me joguei na poltrona perto da janela. Fiquei ali, encarando o escuro do jardim. As palavras dela repetiam na minha mente como um disco arranhado: "Você me fez acred

