Capítulo 26

914 Words

Diego Vasconcellos Eu não sei que p***a deu na minha cabeça quando beijei a Lívia, mas se arrependimento existisse naquele momento, seria por não ter feito antes. A boca dela é uma maldição doce da qual eu não consigo escapar. Macia, quente, o gosto levemente adocicado, como mel no fim de tarde. O tipo de beijo que bagunça a lógica e finge que o mundo à nossa volta não existe. Aquele beijo me deixou viciado. Quando a deixei em casa naquela noite, não trocamos uma palavra. Mas o silêncio era eloquente. Estava escrito em cada olhar roubado, em cada respiração acelerada. Sabíamos o que aquilo significava, mas fingimos que não. Pelo menos por enquanto. Voltei para meu apartamento e fui direto para o chuveiro. Como um maldito adolescente, precisei de um banho frio e de uma dose de vergonha.

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