Diego Vasconcellos O quarto estava banhado em tons dourados do pôr do sol, o ar pesado com o perfume do jasmim que a minha tia insistira em colocar em cada canto da casa. A porta se fechou atrás de nós com um clique suave, e de repente, estávamos sozinhos. Finalmente. Lívia soltou a minha mão, os dedos tremendo levemente, enquanto os seus olhos percorriam a cama enorme, as pétalas de rosa espalhadas sobre os lençóis. Ela respirou fundo, e eu vi o decote do vestido subir e descer com a ansiedade que ela tentava esconder. - Você está linda. – a minha voz saiu mais rouca do que eu pretendia. Ela virou-se para mim, os lábios entreabertos. - Você já disse isso hoje. - E vou repetir até você acreditar. Avancei devagar, dando tempo para ela recuar se quisesse. Mas ela não se moveu. Ficou a

