Diego Vasconcellos Subi as escadas em silêncio, passos lentos, como se cada degrau me desse tempo para organizar os sentimentos que ainda fervilhavam aqui dentro. O meu corpo estava tenso, mas, ao mesmo tempo, havia um certo alívio em saber que ela estava ali. Dormindo. No nosso quarto. Eu não fazia ideia do que dizer quando a visse, mas sabia que precisava estar perto. Abri a porta devagar. O quarto estava mergulhado em meia-luz, a única iluminação vinha do abajur que ela devia ter deixado aceso. Lívia estava sentada na cama, de pernas cruzadas, com um livro no colo — um daqueles romances que já vi ela lendo, daqueles que ela n**a que ama, mas os olhos brilham toda a vez que comenta. Quando me viu, fechou o livro, mas não disse nada. Apenas me observou. - Não consegui dormir, e não qu

