NO LIVRO ANTERIOR

1740 Words
P. O. V. A. U. G. U. S. T. O Finalmente volte! A aeromoça me avisa que estamos quase pousando e começo a me ajeitar, assim que pousamos pego minha mochila e saio do avião o ar gelado da Itália me invade. Como estava com saudades da minha casa Saio do aeroporto e pego um táxi e vou para casa de meus pais a tanto tempo eu estava sem ver eles. 10 minutos depois estava em frente a grande mansão Montenegro, tudo parece estar em seu perfeito estado, mas algo me parece estranho porém não consigo decifrar, tento abrir a porta mais está fechada. Nunca fica fechada. Bato diversas vezes na porta até escutar Millena gritando. — Já vai meu Deus, não sabe esper... - Ela arregala os olhos assim que me vê. — Augusto? — Eu também estava morrendo de saudade. — Largo a mochila no canto da porta e abraço ela. Ela retribui um pouco desconfortável e não entendo sua reação. — O que está fazendo aqui? — Ela pergunta ainda estranha. — Voltei para casa. — Antes que ela possa me responder minha mãe entra na sala. — Millena quem era? — Ela fica pálida, seus olhos se arregalam e ela deixa o pano cair no chão. — Augusto? — Oi mamãe. — Vou até ela e a abraço e beijo seu rosto. — O que está fazendo aqui? — Ela pergunta. — Não está feliz em me ver? — Pergunto soltando ela. Ela olha para Millena e depois para Kim. — Claro que estou, sou sua mãe sempre estarei feliz em ver você. — Então, cadê meu pai está em casa? — Parece que só eu estou feliz. — No escritório meu filho. — Ela responde olhando para Millena. — Tá bom, vou indo lá se você puder fazer aquela lasanha maravilhosa para mim, estou morrendo de saudades. — Dou um beijo no rosto dela e vou para o escritório. Vou caminhando até o escritório e vendo que realmente nada mudou, apenas algumas fotos de foram colocadas eu não lembrava daquelas fotos quando eu era pequeno. Entro no escritório e encontro meu pai concentrado no computador ele nem percebe quando entro. — Pai?! — Ele escuta minha voz e rapidamente levanta a cabeça. — Augusto?! O que está fazendo aqui? — Ignoro a pergunta que todos estão me fazendo desde que cheguei. — Vim responder por minhas responsabilidades, agora me sinto preparado para tudo que o senhor sempre quis. —Ele me olha de cima a baixo e me analisa. Tira os olhos e respira fundo. — Bom agora já é tarde, já passei a chefia agora fico apenas no controle. — Ele fala calmamente e aponta para o computador. —Como?! —Pergunto arregalando os olhos. — Simples, você foi covarde, fraco, sumiu abandonou aqueles que sempre te apoiaram.. — Não, o senhor não entendeu.... — Deixe-me terminar, então assim que você se foi eu preparei alguém mas preparado que você, alguém dedicado e que foi de livre espontânea vontade. — Eu não acredito que colocou o i****a Henrique! Foi ele, não foi? — Nessa hora a porta se abre e vejo Henrique. — Minha orelha estava queimando, acho que sei o porquê agora e respondendo a sua pergunta, não, não sou eu que estou comando a máfia, diria até que é alguém bem melhor. — Ele sorri. Ele entrega alguns papéis ao meu pai que não me diz mas nada. — Se vocês vão me deixar no escuro eu mesmo vou lá e ver quem é o desgraçado que roubou meu lugar. — Boa sorte! — Henrique fala rindo. Saio do escritório bufando de raiva e passo pela minha mãe e Millena. — Para onde vai meu filho? — Ela me pergunta preocupada. — Irei atrás do desgraçado que pegou o que é meu. — Respondo ela, sem deixar ela dizer algo saio imediatamente de casa. Chamo Ernesto e peço para que pegue um carro para mim ele me trás um Porsche Cayenne, ele se propõe a me levar, mas Ignoro sua ajuda e me dirijo para o galpão da máfia. Estaciono de qualquer jeito na porta do galpão e entro correndo, estou nervoso só de pensar que alguém pode pegar o meu lugar, subo os três primeiros andares de escada logo no último me arrependo por não esperar o elevador. Assim que já estou no andar a passos longos vou até a sala da administração, mas sou interrompido por uma mulher. Ela é loura e usa um terninho ridículo na cor cinza, seus cabelos estão presos em um coque, seus olhos castanhos me analisam. — O senhor não pode ir entrando sem ser chamado ou ter marcado hora! — Ela diz, ajeitando seus óculos. — Primeiro eu nem sei quem é você, mulheres não são bem vindas aqui estamos em uma máfia e não no cabeleleiro, Segundo eu sou o primeiro herdeiro então entro em qualquer lugar. — Falo o mais frio possível ela se encolhe mas logo se recompõe. — Primeiro. — Ela começa. — Lugar de mulher é na onde ela desejar se o senhor não aceita, bom você saia por onde entrou e segundo se fosse realmente o tal do primeiro herdeiro tenho certeza eu não estaria o impedindo de entrar na sala. — Antes que eu a diga algo a porta é aberta e Matheus sai de dentro da sala. — O que está acontecendo aqui?! — Ele pergunta vendo a mulher me olhar brava. — Bom, esse senhor aqui iria entrar sem a permissão então eu... — Então é você que pegou meu lugar?! — Não consigo mais formular nenhuma frase. Matheus esse tempo todo estava em meu lugar, mas ele disse que nunca se interessou em mexer com isso. — Augusto?! O que está fazendo aqui? — Ele pergunta confuso. Empurro ele para dentro da sala e a tranco por dentro, jogo ele em cima do pequeno sofá. — Vou perguntar novamente, você pegou meu lugar?! — Pergunto me exaltando. Eu nem sabia o porque eu estava tão nervoso em saber que meu irmão tinha pegado o cargo — Que?! Eu chefe?! Óbvio que não i****a. — E o que estava fazendo aqui?! —Tento me acalmar. — Se não me engano trabalho aqui, então não seria óbvio o porquê de eu estar aqui? — Seu i****a, achei que tinha pegado o cargo, fui lá na casa da mãe e o pai disse que já tinha passado o cargo e que era uma decisão sem volta. — Me sento agora mais relaxado e ele se ajeita no sofá. — Eu não sou o chefe, mas que ele passou o cargo é verdade temos um novo chefe. — Ela fala baixinho testando as palavras. — Quem?! — Levanto a cabeça. — Seria melhor ver com os próprios olhos, venha vamos esperar lá fora. — Ele se levanta e me leva junto para fora da sala, a loura ainda me olha brava e ignoro ela. — Desde quando mulheres trabalham aqui? — Pergunto e Matheus dá uma risada. — Muita coisa mudou quando você se foi, espero que esteja preparado. — Ele diz e não consigo entender. Porém não pergunto mais nada, andamos por mais alguns cômodos e entramos numa sala onde encontro Diogo e duas crianças brincando. Eles brincam com carrinhos e aviões e nem percebem nossa presença, Matheus chama a atenção e os três nos olham. Diogo é o primeiro a ficar pálido que nem papel, seus olhos arregalam e acho que ele pode ter um infarto. — Augusto?! O que está fazendo aqui? — Ele se levanta e as crianças se apegam em sãs pernas. — Porque diabos todo mundo me pergunta isso? — Falo já estressado. — Porque talvez já faça 3 anos que você não aparece e nunca deu notícia, eu acho que é uma pergunta meio óbvia não? — Ele arqueia a sobrancelha. Não gosto de lembrar desses últimos anos e prefiro nem dizer nada a eles, foi uma decisão totalmente consciente que tive e no momento prefiro não explicar. — De quem são? — Aponto para as crianças, uma forma de mudar de assunto. Elas agora voltaram a se sentar no chão e continuam brincando. — Filhos de um amigo! —Ele fala rápido demais e desvia o olhar para as crianças. Uma forma de dizer que está mentindo, mas não estava preparado para encurralar ele na parede e tirar a verdade estava preocupado com outra coisa. —Diogo, precisamos ir os produtos chegaram. — Matheus avisa e manda um comando pelo rádio. — Que?! E as crianças?! — Pergunto quando vejo Diogo deixando as crianças. — Achei que poderia ficar com elas rapidinho, esse produto é muito importante e realmente precisa da minha atenção. —Ele fala e acabo que concordando. Ele me agradece e sai com Matheus, as crianças ficam brincando e aproveito para analisá-los melhor. Os meninos possuem cabelos pretos e um deles tem olhos azuis que se destaca na pele clara já seu irmão também é muito parecido a não ser pelo diferencial dos olhos que são verdes. Eles me lembravam muito alguém mas naquele momento não conseguia me recordar. O de olhos azuis se aproxima de mim e se senta ao meu lado. — O que faz aqui? — Ele pergunta balançando seus pés no ar. O outro de olhos verdes observa a movimentação do irmão e se aproxima também se sentando do outro lado, fico no meio dos dois. — Vim resolver alguns problemas. — Respondo. — Que problemas? — O de olhos verdes pergunta. — Bom problemas que crianças como vocês não podem resolver e não devem ser intrometer. — E o senhor só porque está com problemas não deve ser tão arrogante. — O de olhos azuis fala e fico perplexo ele parece um mini homem. — Olha aqui, como é o nome de vocês dois? — Pergunto. — Meu nome é Lorennzo! — Os olhos azuis se apresenta. — E o do meu irmão ali é Pietro! — E quem são os pais de vocês? — Agora Lorennzo se levanta como se fosse dizer algo extremamente importante, ele para em minha frente e com toda calma ele revela. — Somos filhos de Valentina Montenegro!! —Augusto? — Escuto alguém me chamar. E foi aquela cena que me paralisou, aquela mulher na minha frente não podia ser a mulher que eu deixei. —Valentina?
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD