Espoleta Narrando Mano, vou te falar… tem coisa que a gente faz na vida que nem se botar a cara no asfalto pra ralar paga o estrago. Quando vi a Drika sentada naquele banco do carona com o África, minha visão embaralhou. Juro, parecia que alguém tinha chutado meu peito com trava de ferro. Minha cria... meu sangue... e eles ali, no carro de outro, ela com aquele sorriso que antes era só meu. Não era ciúme, não era raiva — era tipo um peso, uma culpa fødida que só quem já ama e errou pra caralhø entende. Eu fiquei bolado. Fiquei mesmo. Porque ela pode tá linda, mas eu vi no olhar dela… ela tá magoada. Tá machucada ainda, e eu sou o motivo. Fui eu que cagüei tudo. Fui eu que puxei a arma. Fui eu que deixei ela no vácuo quando ela mais precisava de mim. Só que o tempo passa, irmão… e as fer

