Miranda Steel A noite avança rápido demais dentro da boate. Quando eu me dou conta, já passa das onze e o lugar está completamente lotado. O que antes era um movimento morno agora virou um mar de gente apertada, corpos próximos demais, risadas altas demais, música estourando nos alto-falantes a ponto de vibrar no peitö. As luzes piscam em tons quentes e frios, se misturam, confundem os sentidos. É impossível não se deixar levar por essa atmosfera caótica, mesmo tentando manter a cabeça no lugar. As meninas dançam no espaço destinado a isso, algumas no palco, outras circulando entre as mesas. Eu continuo servindo, desviando de mãos, de ombros, de clientes que não prestam atenção por onde andam. Os pedidos não param. Bandejas vão e vêm. Copos cheios, copos vazios, gelo, guardanapos, risad

