Cassie Diaz Percebo agora, sentada diante dele, que eu não fazia ideia de como estava agindo dessa forma até ser confrontada. Não porque alguém me acusou, mas porque ele me fez olhar para mim mesma. É estranho admitir isso em pensamento, mas é verdade: em certos momentos, eu ajo como se estivesse sempre pedindo permissão para existir. Como se cada passo precisasse ser autorizado. Como se qualquer espaço que eu ocupe pudesse ser tirado de mim a qualquer instante. Isso não nasce do nada. Isso vem de muito antes. Durante toda a minha vida, eu nunca tive algo que fosse realmente meu. Nunca tive um lugar que eu pudesse chamar de casa sem sentir que estava de passagem. Nunca tive um quarto que fosse meu por direito. Nunca tive uma chave que abrisse algo que carregasse o meu nome. Tudo sempre

