Cassie Diaz As malas já estão fechadas. Estão encostadas perto da porta, alinhadas demais para algo que eu não estou pronta para fazer. Eu observo por alguns segundos como se, se eu olhar por tempo suficiente, elas simplesmente desaparecessem. Não desaparecem. Continuam ali, firmes, lembrando que hoje é dia de ir embora. O quarto ainda está exatamente como deixamos. A luz entra suave pelas cortinas claras, o cheiro do mar ainda insiste no ar, misturado com o perfume que usei ontem à noite. Tudo parece intacto demais para um lugar que está prestes a ser deixado para trás. Eu caminho até a varanda. O mar continua ali. Azul, imenso, silencioso e ao mesmo tempo barulhento demais. As ondas quebram no mesmo ritmo de sempre, como se nada tivesse acontecido. Como se eu não tivesse mudado n

